Marcelo Camargo|Agência Brasil
Marcelo Camargo|Agência Brasil

Planalto avalia que novo líder do PMDB pode ajudar a recompor cenário político

Após agência Standard & Poors rebaixar novamente o rating do Brasil, assessores de Dilma argumentam que vitória de Leonardo Picciani vai ajudar governo a votar medidas de ajuste fiscal em tramitação no Congresso

Carla Araújo e Tânia Monteiro, O ESTADO DE S.PAULO

17 de fevereiro de 2016 | 19h32

BRASÍLIA - Quase simultaneamente, o Palácio do Planalto recebeu duas notícias: uma boa e uma ruim. De um lado a recondução do deputado Leonardo Picciani (RJ) para a liderança do PMDB da Câmara e de outro o rebaixamento do rating do Brasil pela agência de classificação de risco Standard & Poors. Interlocutores da presidente, entretanto, tentaram minimizar "a surpresa negativa" e exaltar o que consideraram "importante vitória do governo" sobre o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB), que apoiava o deputado Hugo Motta (PMDB-PB).

A avaliação é que a recondução de Picciani é um importante passo para conseguir reverter as dificuldades da situação econômica e política, ressaltados pela S&P. "É importante mostrar que o governo continua trabalhando pelo ajuste e agora com a manutenção de Picciani vai conseguir se manter focado na busca da retomada do crescimento", afirmou uma fonte do Palácio. "Com a situação política mais calma, a economia vai melhorar", completou.

Uma das queixas ouvidas foi que o rebaixamento veio apenas cinco meses após a mesma agência ter tirado o grau de investimento do Brasil, decisão que acabou sendo seguida por outras agências. Além disso, assessores palacianos lembram que, de lá pra cá, o governo não teve tempo hábil de colocar em prática as medidas econômicas desejadas, principalmente, porque o Congresso estava em recesso há 40 dias e não houve como serem realizadas as votações de medidas importantes da área econômica.

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