Planalto ainda tenta nome de consenso no Senado

O Palácio do Planalto ainda torce por uma candidatura consensual à Presidência do Senado, embora saiba que as chances de uma solução para o impasse na base aliada são cada vez menores. Mesmo avaliando que já passou o momento adequado para isto acontecer, em movimentações reservadas articuladores políticos do governo insistem na tese de que o ideal para a aliança governista é que Jader Barbalho (PMDB-PA) retire seu nome em favor de um candidato de consenso.Essa estratégia chegou a ser acionada por emissários do governo, que tentaram interferir junto a Jader para que ele desistisse e indicasse um substituto dentro do PMDB. Em compensação, Jader contaria com a ajuda do PSDB para recompor sua situação política no Pará com o governador tucano Almir Gabriel. Fracassada a tentativa, o governo se esforça para manter-se mais distante da disputa.O que o Planalto mais teme, entretanto, é a polarização entre as candidaturas de Jader e Jefferson Peres (PDT-AM), indicado pelo bloco de oposição. Se não surgir um candidato de consenso até a véspera da eleição, ou mesmo uma terceira via que o PFL de Antonio Carlos Magalhães (BA) vem articulando, no Palácio do Planalto já há a constatação de que o presidente Fernando Henrique Cardoso terá de se posicionar publicamente pela candidatura governista. No caso, anunciaria sua preferência a Jader."A neutralidade do presidente Fernando Henrique Cardoso no processo só acontecerá se houver um terceiro candidato", observou um interlocutor do presidente. Hoje, o presidente permaneceu no Palácio da Alvorada durante todo o dia. Uma gripe o manteve mais distante do tiroteio político. Fernando Henrique evitará sua exposição ao máximo, até o dia 15, quando o quadro sucessório no Congresso estará enfim definido.

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