PL quer que Senado analise proposta do mínimo

O PL, partido do vice-presidente José Alencar, condicionou seu apoio à medida provisória que fixou em R$ 260,00 o salário mínimo vigente desde 1º de maio ao compromisso do governo de também o Senado aprovar a proposta. "Não votamos se o governo disser que não tem o apoio do Senado, e queremos que o governo não abra nenhuma negociação com os senadores fora do que for aprovado na Câmara", afirmou o líder do PL, deputado Sandro Mabel (GO), ao ministro da Coordenação Política, Aldo Rebelo, com o qual a bancada do PL se reuniu. A reunião de Aldo com o PL foi a mais demorada das que ele manteve, hoje de manhã - anteriormente, ele se reunira com PMDB, PTB e PP. Os deputados do PL aproveitaram o encontro para fazer reclamações sobre o tratamento que o partido vem recebendo do governo e de seus ministros. O líder do PL disse que os parlamentares expressaram problemas pontuais, políticos e de relacionamento, na reunião com Rebelo. "Esses problemas sempre aparecem em formas mais agudas e aquecidas em votações mais importantes para o governo", afirmou Mabel. Segundo ele, o problema do salário mínimo não é dos parlamentares, mas do presidente da República e do governo. "Para o PL, o problema não é nosso. O ônus é do governo, do presidente e dos ministros". O líder do PL acrescentou que, diante do compromisso dos demais partidos e do Senado de aprovar os R$ 260,00, a maioria da bancada do PL votará com o governo. "Não queremos adotar uma posição sozinhos", observou Mabel, prevendo que, dos 44 deputados da bancada, 36 deverão estar em plenário hoje, na Câmara.Viagem para assistir a jogo da seleçãoMas ele preferiu não quantificar os votos favoráveis à MP do mínimo. Ele disse que muitos parlamentares já haviam viajado e foi preciso trazê-los de volta. Outros, no entanto, segundo ele, já se deslocaram para Belo Horizonte, a fim de assistir ao jogo da Seleção Brasileira de futebol contra a Argentina, hoje à noite. "Tem gente que nunca foi a um jogo de futebol, mas adorou ter este jogo, hoje", disse Mabel, referindo-se aos que não querem endossar o mínimo de R$ 260,00.

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