Gabriela Biló/Estadão
Gabriela Biló/Estadão

PL marca lançamento de pré-candidatura de Bolsonaro para o dia 26 de março

Presidente da República participou de ato de filiação de deputados ao partido neste sábado, em Brasília

André Shalders, O Estado de S.Paulo

12 de março de 2022 | 14h24
Atualizado 14 de março de 2022 | 14h46

BRASÍLIA — O presidente do PL, o ex-deputado federal Valdemar Costa Neto, marcou para o dia 26 de março, um sábado, o ato de lançamento da pré-candidatura de Jair Bolsonaro (PL) à reeleição para a presidência da República. A solenidade acontecerá em Brasília, mas o horário e o local ainda não estão definidos.

O anúncio foi feito no começo da tarde deste sábado, dia 12, durante um evento de filiação de deputados federais ao Partido Liberal em Brasília, com a presença de Bolsonaro. Segundo a assessoria do PL, o lançamento está "agendado", mas ainda pode mudar a depender de compromissos do presidente da República.

Bolsonaro se filiou ao PL em novembro passado, depois de dois anos sem partido. Em novembro de 2019, Bolsonaro deixou o antigo PSL, hoje União Brasil, sigla pela qual se elegeu em 2018.

No evento deste sábado, ao menos 14 deputados federais se filiaram ao PL – o movimento tem causado incômodo a outros partidos do Centrão, que reclamam do fato de Bolsonaro ter priorizado seu próprio partido. Ingressaram no PL Sóstenes Cavalcante (RJ); Coronel Chrisóstomo (RO); Cabo Junio Amaral (MG); Márcio Labre (RJ); Bibo Nunes (RS); Carlos Jordy (RJ); Loester Trutis (MS); Sanderson (RS), Daniel Freitas (RJ); Luiz Lima (RJ); Marcelo Álvaro Antônio (MG); Éder Mauro (PA) e Alberto Neto (AM).

Durante o evento, Bolsonaro assinou fichas de filiação e posou para fotos com os deputados, mas não discursou. Um novo evento para filiação de deputados bolsonaristas ao PL deve acontecer nos próximos dias, mas a presença do presidente da República é incerta.

'Ciúmes'

A ministra da Secretaria de Governo, Flávia Arruda, minimizou na manhã deste sábado, 12, as críticas de políticos do chamado centrão ao suposto excesso de filiações de aliados do presidente Jair Bolsonaro ao PL, sigla na qual o presidente entrou em novembro passado. Segundo a ministra, que também é do PL, é “natural” que mais políticos decidam ir para o mesmo partido de Bolsonaro.

Ela ponderou que outros partidos do centrão também estão recebendo adesões. “Está tendo muita filiação nos outros partidos também. O próprio ministro Ciro (Nogueira, ministro da Casa Civil) tem viajado muito com as filiações (ao Progressistas) nos Estados. O Republicanos também (está recebendo filiações)”, disse Flávia Arruda.

A ministra também negou rumores de que Bolsonaro esteja tentando trazer para o PL o ministro da Cidadania, João Roma, hoje filiado ao Republicanos. Nos últimos dias, o ministro tem sinalizado que pode ir para o PL para disputar o governo do Estado da Bahia.

“Isso (filiação de Roma ao PL) eu não sei ainda. Isso é uma política muito voltada para a Bahia. Ele (Roma) está lá agora fazendo as entregas e a política local. Então é uma decisão muito, mesmo, do ministro João Roma”, disse ela.

Nos últimos dias, políticos do centrão têm expressado preocupação com um suposto “excesso” de filiações de aliados de Bolsonaro ao PL – o presidente nacional do Republicanos, o deputado Marcos Pereira (SP), disse a jornalistas que Bolsonaro “só atrapalhou” o crescimento do partido durante a chamada janela partidária.

A janela é o período entre 3 de março e 1º de abril no qual os deputados federais podem mudar de partido sem perder o mandato por infidelidade partidária. Procurado pelo Estadão, Pereira não quis comentar as declarações de Flávia Arruda. “Sem comentários”, disse.

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