Pivô do caso, firma recebeu R$ 17,4 mi de órgãos públicos

Potência na área de prestação de serviços de segurança e limpeza, a empresa Servi-San foi fundada no Piauí, mas em 40 anos de existência ampliou sua atuação para mais oito Estados, além do Distrito Federal. Sua carteira de clientes é recheada de entidades públicas. Levantamento no Sistema Integrado de Administração Financeira do Governo Federal (Siafi) pela Assessoria de Orçamento da Liderança do DEM no Senado mostra que duas empresas do grupo (Servi-San Ltda e Servi-San Vigilância e Transporte de Valores) receberam pelo menos R$ 17,4 milhões desde 2007 em contratos com órgãos públicos. No Amapá, tem contratos com a Eletronorte e a Assembléia, além de acordos com firmas privadas como a MMX Logística e Mineração, do grupo EBX, do empresário Eike Batista, e a Mineradora Pedra Branca do Amapari.A gerência no Amapá é exercida por José Gomes de Menezes Júnior, irmão do delegado Romero Lucena de Menezes, diretor-executivo da Polícia Federal preso na terça-feira. Menezes Jr. também teve a prisão decretada por suposto envolvimento no vazamento de informações sigilosas da Operação Toque de Midas, que investigava fraudes em licitação para beneficiar a MMX Logística. Ele teria papel mais destacado na Servi-San do que apenas a gerência do Amapá. O contrato social, registrado na Junta Comercial do Piauí informa que é também gerente local. Chegou a representar a empresa em uma licitação da Secretaria de Estado da Educação - a Servi-San foi derrotada.Fundada em 1968 em Teresina pelo empresário Francisco Assis Fortes, a empresa começou com atividades de limpeza e conservação. Em 1977, comprou a Plast-Nor, de transformação de plásticos. Dez anos depois, desmembrou-se na Servi-San Vigilância e Transporte de Valores Ltda. e na Forma-Seg. O grupo conta hoje com cerca de 10 mil colaboradores.Procurada, a diretoria da Servi-San afirmou não ter informações para prestar ao Estado.

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