Pivô de impasse sai de CPI da Petrobras e volta à CPI das ONGs

Inácio Arruda defendeu veto à instalação da CPI da Petrobras em troca da relatoria da CPI das ONGs para base

Agência Brasil

03 de junho de 2009 | 19h47

Pivô do principal entrave para a instalação definitiva da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Petrobras no Senado, o senador Inácio Arruda (PCdoB-CE) disse nesta quarta-feira, 3,  que abriu mão da titularidade na comissão que investigará a estatal para voltar a ser membro efetivo da CPI das organizações não-governamentais (CPI das ONGs). Em seu lugar assumirá o senador Marcelo Crivella (PRB-RJ).

 

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Arruda defendeu a decisão dos partidos da base de apoio ao governo de impedirem a instalação da CPI da Petrobras em troca da devolução da relatoria da CPI das ONGs à base aliada. “A minha expectativa é de que a oposição não vá até às últimas consequências de que se deve quebrar os acordos”.

Na avaliação do senador cearense, as duas comissões não deveriam ter sido “misturadas”. “O problema da CPI da Petrobras tem que ser solucionado pela base, que deve examinar se fará ou não acordo com a oposição”, argumentou Inácio Arruda. “Lá (na CPI das ONGs) tínhamos um acordo onde o presidente é da oposição, mesmo sem ter condições numéricas para isso. Portanto, a CPI das ONGs não tem nada a ver com isso”, acrescentou.

De acordo com Inácio Arruda, se não houver um entendimento quanto à questão o Senado viverá um clima de guerra. “Isso (o impasse) força a base do governo, se quiser que os trabalhos continuem no Congresso Nacional, a estar todo o dia, a partir das 16h, com maioria absoluta dentro do plenário, o que normalmente não ocorre”, argumentou o senador, apontando uma estratégia dos governistas para enfrentar a obstrução da oposição.

“Esse recurso da oposição pode levar as sessões até a madrugada sempre e teremos que manter o número. Teremos um verdadeiro clima de guerra”, concluiu Inácio Arruda.

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