Pitta e Nahas vão ao STF pedir habeas-corpus que soltou Dantas

Pedidos devem ser analisados nesta quinta pelo STF; Dantas e sua irmã foram soltos na última noite

Felipe Recondo, de O Estado de S.Paulo

10 de julho de 2008 | 14h31

Os advogados do ex-prefeito de São Paulo Celso Pitta e do investidor Naji Nahas encaminharam nesta quinta-feira, 10, ao Supremo Tribunal Federal (STF) pedido para que seja estendido aos seus clientes o direito ao habeas-corpus concedido ao sócio-fundador do Banco Opportunity, Daniel Dantas, à sua irmã, Verônica e outros nove funcionários do banco. O pedido é extensivo, também, ao filho de Nahas, Fernando Nahas, ao doleiro Miguel Jurno Neto (foragidos) e ao funcionário de Nahas, Roberto Sande Caldeira Bastos, que também está preso. Os pedidos foram encaminhados por fax ao STF e devem ser decididos ainda nesta quinta pelo presidente do Supremo, Gilmar Mendes. Veja também:Leia a íntegra da decisão do STF que manda soltar Dantas STF manda soltar Daniel Dantas e mais 10 presos da SatiagrahaSTF manda soltar Dantas e mais dez, presos em ação da PF. Opine  Tarso diz que prisões mostram que não há intocáveis Você acredita que não há mais intocáveis no País?  PF abre sindicância sobre suspeita de excessos na SatiagrahaDirceu condena 'espetacularização' da PF Entenda como funcionava o esquema criminoso  Mulher de Dantas era 'laranja', aponta Coaf Dantas ofereceu suborno de US$ 1 milhão para escapar da prisão, diz MPEntenda o nome da Operação Satiagraha, que prendeu Dantas   Os pedidos foram encaminhados por fax ao STF e devem ser decididos ainda nesta quinta-feira pelo presidente do Supremo, Gilmar Mendes.  Na última noite, o Supremo mandou soltar, em caráter "imediato", Dantas, sua irmã, Verônica Dantas, e mais nove pessoas ligadas ao banco Opportunity. A decisão, assinada pelo presidente do STF, ministro do Gilmar Mendes, beneficia diretores e executivos do Opportunity presos na terça-feira, 8, durante a Operação Satiagraha da Polícia Federal. Dantas, Verônica e mais sete deixaram a sede da Polícia Federal nesta quinta-feira, 10, por volta das 5h35. Com a decisão de Mendes na quarta, também foram beneficiados Daniel Valente Dantas, Verônica Dantas, Daniele Silbergleid Ninnio, Arthur Joaquim de Carvalho, Carlos Bernardo Torres Rodenburg, Eduardo Penido Monteiro, Dório Ferman, Itamar Benigno Filho, Norberto Aguiar Tomaz, Maria Amália Delfim de Melo Coutrin e Rodrigo Bhering de Andrade.  Na decisão, o ministro argumentou que as alegações do juiz Fausto Martin de Sanctis, da 6ª Vara Criminal Federal da Seção Judiciária de SP, para decretar a prisão temporária de Dantas e dos demais envolvidos não justificam a detenção. Dentre as razões citadas pelo juiz estariam a necessidade de interrogá-los e de confrontar os depoimentos com as provas obtidas.  Texto atualizado às 14h50

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