Pitanga pede demissão de cargo polêmico no Sesc

O ator Antônio Pitanga, marido da ex-governadora do Rio de Janeiro Benedita da Silva, desistiu em junho do cargo de consultor do Serviço Social do Comércio (Sesc), o qual ocupava havia um ano. Candidato a vereador no Rio pelo PT, Pitanga pediu demissão e a recisão do contrato foi sacramentada na semana passada no Sindicato dos Empregados em Entidades Culturais. O emprego, que garantia um salário de R$ 9.600 ao ator, era desconhecido até mesmo entre petistas. O Sesc-Rio não soube explicar exatamente que função Pitanga exercia para justificar a alta remuneração. Nenhum dirigente da instituição comentou o assunto e a assessoria de comunicação limitou-se a informar que ele ?conduzia projetos na área de cinema, teatro e cultura popular?. Sobre a remuneração, a assessoria informou apenas que era ?compatível com a função que exercia? e não disse se havia expediente. Já a assesoria da Confederação Nacional do Comércio, mantenedora do sistema Sesc, informou que é comum a instituição contratar profissionais de destaque para projetos com remuneração similar. ?Recebi o meu salário em dia até o último dia?, disse o próprio Pitanga, confirmando o salário. Abalado com o assassinato de um amigo - o sambista Jackson Martins, cujo enterro compareceu ao lado da mulher -, Pitanga falou ao Estado por telefone, sem dar muitos detalhes. Ele afirmou que foi contratado como consultor cultural para levar novas idéias e projetos ao Sesc. Ele negou veementemente qualquer indicação de Benedita, apontada como influente madrinha política no início do governo Lula. ?Eu tenho 65 anos de idade e 43 anos de carreira. Qual é o problema? Tudo foi feito legalmente. Anunciei que o partido havia me convocado e pedi demissão. Não poderia é ser candidato, trabalhando no Sesc. Aí sim estaria errado?, defendeu-se Pitanga, que mostrou-se ofendido com as insinuações de indicação política.

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