Pistoleiros presos no Pará denunciam fazendeiro

Três pistoleiros acusados por trabalhadores sem-terra de liderar um bando armado que invadiu a Gleba Gorotire e expulsou 50 famílias, queimando suas casas, roupas e documentos, além de ferir quatro pessoas, foram presos hoje por policiais de Novo Progresso, no sudoeste do Pará. Em depoimento ao delegado Antonio Barbosa, os pistoleiros apontaram como mandante da invasão armada o fazendeiro Nilton Braga, que se diz proprietário dos 35 mil hectares de terras onde a Gleba Gorotire está localizada. Braga, tido como homem extremamente violento na região, é um dos suspeitos de ter mandado matar em 2001 o sindicalista Bartolomeu Moraes da Silva, o Brasília, que atuava em Castelo dos Sonhos. A vítima foi seqüestrada na porta de um hotel, levada para a estrada e executada. Ninguém até hoje foi punido. O fazendeiro nega seu envolvimento no crime. Hoje, ele não foi encontrado para comentar a acusação feita pelos pistoleiros, que foram presos com revólveres, espingardas, placas solares para reabastecimento de baterias, aparelhos de rádio e uma camionete L-200.

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