Piora situação carcerária no País, revela ONU

No Brasil, há muitos presos e poucas vagas e funcionários. O número de detentos aumenta mais que o de lugares nas cadeias. A comparação dessa situação com a vista pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 50 nações mostra que apenas Chipre e Bulgária têm celas mais superlotadas e só seis países apresentam menos pessoal para cuidar dos detentos. Além disso, a participação de adolescentes no total de pessoas detidas aumentou no País, embora esse número ainda esteja abaixo da média mundial. A estatística de mulheres entre os detentos teve pequeno aumento, de 4,2% para 4,5% do total. Elas, porém, surgem como minoria em todos os países.Essa são as conclusões da análise dos sistemas brasileiro e internacional pelos pesquisadores Túlio Kahn e Cláudia de Oliveira, do Instituto Latino Americano das Nações Unidas para a Prevenção do Delito e Tratamento do Delinqüente (Ilanud), com base na 6ª Pesquisa sobre Tendências Criminais e Prisionais da ONU e em dados do Ministério da Justiça.Os dados das Nações Unidas comparam a evolução ocorrida entre 1995 e 1997. O Brasil, que era o segundo País com cadeias mais superlotadas no ranking anterior, passou a ser terceiro. Não que a situação nacional tenha melhorado. Ao contrário, o número de presos por vaga passou de 2,26 para 2,28. No entanto, o quadro na Bulgária piorou - de 1,97 para 2,53.Mais informaçõesLeia Também:Superlotação de cadeias alimenta reincidência Aumenta índice de jovens que voltam à Febem AS PRISÕES NO MUNDO Estado erguerá cadeia vertical em São Paulo

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