André Dusek/Estadão
André Dusek/Estadão

Governo não vai fazer cortes em programas sociais, mas 'adequá-los' à realidade do País, diz líder do PT na Câmara

Para o deputado José Guimarães, recuo em algumas opiniões 'é natural' e 'pior que recuar é fazer as coisas sem diálogo'

CARLA ARAÚJO, O Estado de S. Paulo

09 de setembro de 2015 | 11h49

BRASÍLIA - O líder do governo na Câmara, deputado José Guimarães (PT-CE), afirmou que se criou uma "lenda" ao tentar demonstrar que o governo da presidente Dilma Rousseff está perdido e que "é natural" que haja recuo em algumas opiniões, principalmente em relação ao problema do déficit orçamentário. "Não tem problema nenhum recuar, pior do que recuar é fazer as coisas sem diálogo", afirmou.

Guimarães não descartou aumento de impostos e disse que o governo não vai cortar investimentos em programas sociais e sim "adequá-los" à realidade do País. Guimarães rebateu ainda as declarações do ministro das Comunicações, Ricardo Berzoini, que na última terça-feira, 8, sinalizou que haveria cortes no programa Minha Casa, Minha Vida. "Não vai ter corte. O que não vai ser feito é iniciar novas obras sem ter terminado as outras" disse. "O Minha Casa Minha Vida fase 3 será lançado conforme a realidade, mas não é corte porque você não corta aquilo que não foi dito e não foi iniciado", afirmou.

Segundo Guimarães, o momento do governo é do diálogo e de recolher opiniões. "As opiniões fluem e na hora certa encaminharemos uma proposta compatível com o orçamento", afirmou. 

O líder do governo afirmou ainda que há "várias possibilidades" para adequar as contas. "Temos várias possibilidades, o ministro (Joaquim) Levy tem uma opinião, tem pessoas que têm outras, o importante é que vamos dialogar", disse. 

O líder do governo negou que sugestões como o retorno de CPMF ou o aumento da alíquota do Imposto de Renda, possibilidades ventiladas recentemente, sejam "balão de ensaio". "Está todo mundo opinando, qual o mal nisso? Não tem balão de ensaio, a presidente já disse: vamos trabalhar para apresentar saída, ou cortando ou acrescentando receitas", afirmou. 

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