Pimentel vê 'abuso' de mandados no País

Governador mineiro faz nova reclamação sobre ação da PF que vasculhou escritório usado por ele durante campanha

LEONARDO AUGUSTO, ESPECIAL PARA O ESTADO, BELO HORIZONTE, O Estado de S.Paulo

27 de junho de 2015 | 02h02

Pelo segundo dia consecutivo o governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel (PT), aproveitou discurso em agenda oficial para reclamar do que classificou de uso abusivo no País de mandados de busca e prisões temporárias. "Hoje é contra um. Amanhã pode ser contra todos", afirmou ontem, durante cerimônia em que recebeu a medalha do mérito da Defensoria Pública de Minas Gerais, na capital. A investigação contra Pimentel, que pelo cargo que ocupa tem foro privilegiado, foi autorizada pelo Superior Tribunal de Justiça, como determina a legislação.

Na manhã de anteontem, um escritório utilizado pelo governador durante a campanha ao Palácio Tiradentes no ano passado foi vasculhado pela Polícia Federal dentro da Operação Acrônimo, que investiga a atuação do empresário Benedito Rodrigues de Oliveira Neto, o Bené, em campanhas do PT. Os agentes deixaram o local com um malote e um computador.

No discurso de ontem, o governador afirmou ser preciso "ficar atento ao que está ocorrendo". "Sem dúvida nenhuma perde a justiça, e perde muito, quando inquéritos se transformam em espetáculos midiáticos, pirotécnicos, jogando no lixo as regras judiciais, até de sigilo judicial".

Na primeira fase da Operação Acrônimo, deflagrada em 29 de maio, a Polícia Federal prendeu o empresário Benedito Rodrigues de Oliveira Neto, o Bené, libertado depois do pagamento de fiança. As investigações que levaram às duas etapas da Acrônimo começaram depois das eleições do ano passado, quando Bené foi detido no aeroporto de Brasília com R$ 113 mil em espécie.

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