Pimentel se diz injustiçado e afirma que não vê motivos para ir ao Congresso

Em Genebra, ministro evitou a polêmica em relação a sua consultoria e disse que o assunto está 'explicado'

Jamil Chade, correspondente em Genebra

14 de dezembro de 2011 | 14h39

O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel, afirma que não tem porque se oferecer para prestar depoimento no Congresso e insinua que está sendo “injustiçado”. Em Genebra para reuniões na OMC, Pimentel evitou como pode a polêmica em relação a sua consultoria. “Sobre esse assunto, eu ja falei tudo no Brasil, dei todas as explicações”, disse. "O assunto já está explicado. Eu já falei sobre isso", insistiu.

 

Pimentel reagiu com risadas quando questionado se concordava com a presidente Dilma Rousseff de que se tratava de um "assunto privado". "Eu sou o tema", declarou. Mas pressionado por jornalistas se iria ou não se oferecer a ir ao Congresso, como quer a oposição, Pimentel deixou claro que essa opção não passa por sua cabeça. "Eu não fui convocado", disse. 

"Porque eu deveria me apresentar? A pergunta é essa. Porque é que eu deveria se ja dei todas as explicações", indagou.

Sobre a pressão que a oposição faz para que ele se explique no Congresso, Pimentel também afastou essa possibilidade. "A oposição tem a opinião dela e eu tenho a minha. É assim que é. Tem de aprender a conviver com os contrários. Eu convivo bem com a oposição", disse. "Essa é a opinião dela, mas eu tenho a minha. Esse é o ponto", insistiu.

Pimentel ainda indicou que está se sentindo "injustiçado" pelas denúncias contra ele. "Eu sou um democrata por convicção. Pela democracia lutei na juventude, fui preso, torturado, de maneira que conviver até com a injustiça faz parte da minha história", concluiu.

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