Pimentel nega envolvimento em mensalão petista

Em nota, ex-prefeito de BH diz não ser alvo de processo e vê interesse eleitoreiro em reportagem

estadao.com.br,

26 de fevereiro de 2010 | 17h37

O ex-prefeito de Belo Horizonte, Fernando Pimentel (PT), divulgou nota refutando a reportagem publicada na 'IstoÉ' desta semana. A revista teve acesso ao processo de 69 mil páginas sobre o mensalão petista que tramita no Supremo Tribunal Federal (STF) e conta que Pimentel, que é coordenador da campanha da ministra Dilma Roussef à Presidência da República, é citado no processo. Segundo a nota, a revista misturou "alhos com bugalho" para tentar atingir a campanha de Dilma. O ex-prefeito disse que o convênio entre a prefeitura de BH e a Câmara de Dirigentes Lojistas não é alvo de ação na Justiça, como relatado pela revista e que ele mesmo não tem nenhuma ligação com o mensalão.

 

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Leia abaixo a íntegra da nota:

 

'Isto É' mistura alhos com bugalhos para tentar atingir a campanha de Dilma

 

Na semana em que dois dos assuntos mais importantes da política nacional são a derrocada do esquema de corrupção do governador do Distrito Federal e a cassação do prefeito de São Paulo, ambos do Democratas, principal aliado do PSDB, maior adversário do PT na próxima eleição, a revista 'Isto É' resolveu embaralhar tudo, ressuscitar o chamado mensalão de 2005 e, para tentar empatar o jogo, me citar como um dos envolvidos no recebimento de verbas irregulares.  Como se diz no jargão jornalístico, trata-se de uma barriga da 'IstoÉ'.  A intenção óbvia é causar danos à imagem de um dos coordenadores da campanha da ministra Dilma Rousseff à Presidência. Mas não vai colar.

 

Para que sua história pareça verossímil, a revista mistura alhos com bugalhos e faz ilações sem qualquer apoio na realidade. Aproveita-se do fato de a prefeitura de Belo Horizonte, então sob minha gestão, ter contratado a Câmara de Dirigentes Lojistas para um projeto de instalação de câmeras de seguranças nas ruas do Centro da cidade.

 

Para incluir o meu nome em sua reportagem, a 'IstoÉ' lançou mão de uma coincidência: o diretor financeiro da CDL à época do convênio para a instalação de câmeras mais tarde foi identificado como doleiro supostamente envolvido com o chamado mensalão.

 

O convênio entre a prefeitura de Belo Horizonte e a CDL nunca foi alvo de ação da justiça. O projeto está em vigor até hoje, sem contestações, agora sob a responsabilidade da Polícia Militar de Minas Gerais. Como prefeito, nunca fui inquirido, indiciado ou denunciado por este convênio de jurisdição municipal.

 

E que fique bem claro: nunca fui, também, inquirido, arrolado, indiciado, denunciado e sequer ouvido por qualquer ligação, ainda que indireta, com o chamado mensalão. Jamais fui convocado pela justiça para depor ou mesmo prestar esclarecimentos sobre qualquer destes assuntos. Jamais fui chamado para falar a uma CPI ou outro tipo de comissão. Não há e nunca houve nada, rigorosamente nada, que me ligue, direta ou indiretamente, ao chamado mensalão ou a qualquer outro tipo de irregularidade.

 

(Colaborou Clarrisa Oliveira)

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