Pimentel diz que acusação de Joesley é 'fantasia completa'

Empresário afirmou em delação que repassou R$ 30 milhões ao governador de Minas Gerais por meio da compra de ações de construtora sócia de estádio

Leonardo Augusto, especial para o 'Estado', O Estado de S.Paulo

21 de junho de 2017 | 22h27

BELO HORIZONTE - Citado em delação premiada feita pelo empresário Joesley Batista, um dos sócios da JBS, o governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel (PT), classificou nesta quarta-feira, 21, como "invenção" e "fantasia completa" declaração feita pelo empresário dentro da colaboração de que teria repassado R$ 30 milhões em propina ao petista em operação envolvendo o estádio Mineirão. 

O repasse do dinheiro citado por Joesley teria ocorrido em outubro de 2014, ano em que Pimentel venceu a disputa pelo Palácio da Liberdade. "É uma invenção, uma fantasia completa. Não tem nada disso. Não houve pedido nenhum. O que está tratando é de uma operação comercial normal. Houve uma venda de uma parte de um contrato de concessão que ele comprou, que a JBS comprou. E agora está fazendo uma denúncia que não se sustenta. Não tem nenhuma prova desse tipo de denúncia, mas vamos aguardar com serenidade. A Justiça está fazendo seu papel, seu trabalho", disse o governador.

Segundo Joesley, o valor seria um pedido do então tesoureiro da campanha pela reeleição de Dilma Rousseff (PT). O empresário afirmou ainda ter sido orientado a repassar o dinheiro por meio da compra de 3% da empresa Hap Engenharia, sócia da Minas Arena, concessionária administradora do estádio.

À época, a HAP confirmou a operação e informou que os recursos foram totalmente destinados à operação da construtora, e que não houve repasse a político ou a partido político.

Em nota divulgada também à época, a Minas Arena afirmou que a J&F (controladora da JBS) e a JBS "não são acionistas do estádio Mineirão. A Minas Arena informou ainda que, para a formalização da compra e venda de ações, são necessárias autorizações em função de contratos financeiros, que não foram apresentadas".

Temer. Sobre a crise política que tem como alvo o presidente Michel Temer, Pimentel afirmou ainda ser preciso "serenidade" e acrescentou não haver "cabimento" pedir a um presidente que renuncie. "Tudo tem que ter serenidade. Pedir a um presidente que renuncie não tem o menor cabimento. É questão de foro íntimo do presidente. Temos que ter serenidade, aguardar. O presidente tem as suas razões, que está apresentando à Justiça. Vamos esperar o pronunciamento da Justiça", defendeu o petista.

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