Pimentel diz estar 'tranquilíssimo', mas vai ao Congresso se for convocado

Para o ministro do Desenvolvimento, explicações sobre suspeitas de tráfico de influência de sua consultoria foram suficientes para encerrar o caso

Ariel Palácios, correspondente em Buenos Aires

09 de dezembro de 2011 | 13h48

O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel, afirmou nesta sexta-feira, 9, que o Congresso Nacional não deveria chamá-lo a prestar esclarecimentos, mas se o fizer ele terá de ir. O ministro evitou falar sobre as recentes denúncias de suposto tráfico de influência por meio de sua consultoria. "Já falei tudo o que tinha que falar, todas as explicações que tinham que ser dadas, foram dadas. Estou tranquilíssimo", afirmou o Pimentel, que participa de reuniões comerciais bilaterais entre o Brasil e Argentina.

 

Nessa semana, a base aliada conseguiu barrar a convocação do ministro para dar explicações no Congresso. Pimentel, porém, afirmou que compareceria, caso novo convite seja aprovado. "Tenho certeza que este episódio está superado. Acho que não há nenhuma necessidade (de ser convidado), mas se o Congresso me convocar, terei de ir", disse. Pimentel disse ainda que irá à 87ª Reunião do Grupo Mercado Comum e Cúpula dos Chefes de Estado e de Governo do Mercosul, em Montevidéu (Uruguai), nos dias 19 e 20 de dezembro de 2011.

 

Nos últimos dias, reportagens denunciam, além de suposto tráfico de influência, suposta intermediação de clientes atendidos pela consultoria, entre 2009 e 2010, que fecharam contratos com a prefeitura da capital mineira. Nesta sexta, o Estado revela que o Ministério Público Estadual (MPE) de Minas Gerais investiga a principal financiadora da campanha eleitoral de Pimentel em 2010 por suspeita de superfaturamento em contrato firmado com o Executivo municipal durante a gestão do petista.

 

Em carta publicada nesta manhã em seu site, Pimentel se defendeu das acusações e, sem citar nomes, insinuou que adversários políticos alimentam campanha contra ele.

 

Dilma. Pimentel deve deixar a cidade no final desta tarde. A presidente Dilma Rousseff também segue nesta sexta para Buenos Aires, para participar da posse da presidente Cristina Kirchner. Os dois não devem se encontrar.

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