Pimenta da Veiga vê contradições em ACM

O ministro das Comunicações, Pimenta da Veiga, afirmou que "há contradições claras, que a imprensa está demonstrando" no depoimento do senador Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA) no Conselho de Ética do Senado. Ele fez a declaração ao ser questionado sobre possíveis mentiras no depoimento do senador baiano. Afirmou, no entanto, que não fará um pré-julgamento de Antonio Carlos, já que faltam ainda diversos depoimentos sobre o episódio da violação de votos no painel de votação do Senado. Pimenta, que participou de seminário sobre telecomunicações no Rio, afirmou que esse é um momento delicado da política brasileira, mas espera que "esse episódio seja concluído o mais rapidamente possível", referindo-se ao escândalo no Senado. Para ele, o Brasil não poderá ficar esperando por muito tempo o desfecho dessa crise política, já que ela está afetando sobretudo a economia. O ministro disse ainda esperar que, concluído o processo envolvendo os senadores Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA) e José Roberto Arruda (sem partido-DF), a base política da coalizão governista se recomponha e passe a apoiar, "como sempre apoiou", os projetos do governo. Sobre a possibilidade de uma CPI da Corrupção, o ministro das Comunicações afirmou que o governo não tem receio de investigações, mas não quer o País paralisado "por causa de um espetáculo teatral, com nítidos objetivos eleitoreiros". O presidente do PFL, senador Jorge Bornhausen (PFL-SC), que também participou do seminário, disse que não acredita que o senador Antônio Carlos Magalhães (PFL-BA) possa pedir licenciamento do partido. Bornhausen disse que ACM merece todo o respeito do PFL, que não lhe fará nenhuma exigência. Afirmou também que a avaliação do depoimento do senador só deve ser feita após a conclusão de todo o processo no Senado, até a finalização do relatório a ser elaborado pelo relator Saturnino Braga. "Só, então, de maneira consciente e séria, poderá ser feita uma avaliação".

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