Piloto particular diz ter sido procurado por Valdebran

A ?missão dossiê tucano? foi abortada em São Paulo, segundo afirmou nesta quarta-feira em Campo Grande, o proprietário da Air Jet Táxi Aéreo, Arlindo Dias Barbosa. Ele e o piloto Tito Lívio Ferreira Júnior, escalado para o vôo que transportaria o R$ 1,75 milhão, dinheiro que seria usado para o pagamento do dossiê contra tucanos, afirmaram que tiveram três contatos telefônicos com um homem identificado como sendo Valdebran Padilha. Valdebran Padilha, ex-filiado ao PT, foi preso no dia 15 de setembro com R$ 1,75 milhão em um hotel da capital paulista, juntamente com o agente federal aposentado Gedimar Passos. Ambos foram ouvidos durante nesta quarta-feira, na Superintendência da Polícia Federal, com sede em Campo Grande, pelo delegado Diógenes Curado, de Brasília. Os dois disseram que ninguém cancelou a locação da aeronave. Arlindo esclareceu que esperou a confirmação do embarque dos passageiros até o dia 14. No dia 15, pediu para o piloto voltar para Campo Grande. Eles disseram também que tiveram três contatos telefônicos com um homem identificado como sendo Valdebran Padilha. ?No primeiro, ocorrido dia 13 pela manhã, passou para mim o número de um celular. Eu liguei várias vezes, tocou, tocou e ninguém atendeu. O segundo no dia 14, pedindo confirmação do preço do frete, depois não ligou mais?, disse Arlindo. Depois, acrescentou que ?Só sabia ser o Valdebran o interessado no frete. Não sabia qual era o passageiro, o que transportaria de bagagem nada, nada?. Tito recebeu chamado de Valdebran às 6 horas do dia 14, perguntando se era ele quem pilotaria o avião até Cuiabá. ?Foi a única fez que falei com esse tal de Valdebran. No dia 15, às 6 horas, o Arlindo ligou para mim dizendo que o caso estava muito confuso, para desistir da viagem e voltar para Campo Grande?. Para Arlindo ?ficou aquela coisa no ar de confirma não confirma, telefone que não atende, sabe, um suspense. Daí, cancelei tudo?. Negociação Arlindo esclareceu que acertou o transporte do dinheiro do Campo de Marte (SP) até Cuiabá no Mato Grosso, por R$ 16 mil. Mas, dois dias depois, desistiu do negócio. ?A coisa todo ficou muito confusa. Só fui saber do que se tratava quando a imprensa divulgou o caso, dia 16 de setembro?. O piloto escalado para o vôo disse que estava em Campo Grande no dia 13 de setembro, quando recebeu por volta das 6 horas da manhã, chamado de Barbosa, dizendo que havia acertado vôo para Cuiabá, partindo de São Paulo, onde chegou por volta das 14 horas do mesmo dia. ?No dia 15, pela manhã, pediu-me parar volta para Campo Grande?.

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