Piloto do avião que levava Campos estava feliz no trabalho, diz irmão

Geraldo Cunha tinha 44 anos, havia feito curso de pilotagem nos EUA e deixou a TAM para trabalhar de piloto do candidato do PSB

Andreza Matais , O Estado de S. Paulo

13 de agosto de 2014 | 17h21

BRASÍLIA – O piloto Geraldo da Cunha, 44 anos, morto no acidente aéreo em Santos, no qual também morreu o candidato do PSB à presidência da República, Eduardo Campos, tinha longa experiência em aviação. Segundo a família, ele trabalhou na TAM e deixou a empresa para assumir o cargo de piloto do candidato. Feliz com a nova conquista profissional, Cunha também estava na expectativa do nascimento do segundo filho, que nascerá em outubro.

Segundo parentes, a mulher dele, Joseline, esta em New Jersey, nos EUA, na casa do cunhado. Ela viajou para fazer o enxoval da criança, a primeira menina do casal, que nasce em outubro.

Segundo Rui Barbosa, irmão do piloto, a mulher está em estado de choque. O casal mora em Santa Luzia, zona urbana de Belo Horizonte.

Rui conversou com o irmão na noite de terça pelo Skype. “Ele estava muito feliz com o trabalho e disse que pela manhã faria uma viagem com o candidato”, afirmou. “Nós juntamos os amigos em um restaruante aqui e conversamos pelo Skype.” Segundo Rui, o irmão fez o curso de piloto nos EUA. “É o único da família que seguiu essa profissão.”

A mãe do piloto, Odete Ferreira da Cunha, 73 anos, que mora em Minas Gerais, contou ao Estado que soube da notícia da morte do filho pela televisão. “Eu estava no médico quando vi a notícia.” Resignada, ela contou que sua fé esta ajudando a superar a perda do caçula. “Não cai uma folha de uma árvore sem que seja vontade de Deus. O Senhor está me confortando. É nosso refúgio e nossa fortaleza.”

Sete pessoas morreram no acidente além de Campos, sendo o piloto, o copiloto e assessores da campanha política do candidato. Segundo Odete, o filho dizia que o copiloto Marcos Martins “era uma pessoa muito legal”.

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