Dida Sampaio|Estadão
Dida Sampaio|Estadão

Picciani diz que governo Temer parece continuação de Dilma

Líder do PMDB na Câmara reagiu nesta terça-feira à possibilidade de o vice-presidente Michel Temer dar o Ministério do Esporte para o PRB

Igor Gadelha, O Estado de S.Paulo

10 de maio de 2016 | 12h23

Brasília - O líder do PMDB na Câmara dos Deputados, Leonardo Picciani (RJ), reagiu nesta terça-feira à possibilidade de o vice-presidente Michel Temer dar o Ministério do Esporte para o PRB. Até a semana passada, a negociação era para que a Pasta fosse destinada ao PMDB do Rio de Janeiro, que indicaria Picciani para o cargo de ministro.

Segundo apurou o Broadcast, Picciani chegou a dizer a deputados aliados nesta manhã que, com a indicação do PRB para o Esporte e do presidente do PSD, Gilberto Kassab, para Comunicações, o futuro governo Temer parece a "continuação" do governo Dilma Rousseff. Kassab foi ministro da Cidades e o PRB comandou o Esporte no governo da petista.

Até a votação do impeachment um dos principais defensores de Dilma na Câmara, Picciani fez ainda uma comparação a aliados de que, no governo da petista, o PMDB "estava mais bem posicionado". A sigla chegou a ter sete ministérios na administração de Dilma, dos quais dois eram indicados pela bancada da Casa: Saúde e Ciência e Tecnologia.

Michel Temer ofereceu o Esportes ao PRB, pois decidiu fundir o Ministério da Ciência e Tecnologia, Pasta até então destinada ao partido, com as Comunicações. A fusão faz parte da estratégia do peemedebista de reduzir o número de ministérios de seu futuro governo. O presidente do PSD deve ser indicado para a nova Pasta.

Até agora, o único ministério fechado para a bancada do PMDB na Câmara é o Desenvolvimento Social (MDS), para o qual Temer deve indicar o deputado Osmar Terra (RS). Já o partido deverá fazer outras indicações, como o senador Romero Jucá (RR) para o Planejamento, Moreira Franco para Infraestrutura e Eliseu Padilha para Casa Civil. 

Procurado, Picciani não quis comentar o assunto.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.