Picciani diz que até o fim da semana terá assinaturas para sua recondução à liderança do PMDB

Principal estratégia do peemedebista tem sido articular volta de deputados licenciados ou de suplentes da ala pró-governo do partido com a ajuda do Planalto e do diretório estadual da sigla no Rio

Igor Gadelha, O Estado de S.Paulo

14 de dezembro de 2015 | 18h49

BRASÍLIA - O deputado Leonardo Picciani (PMDB-RJ) afirmou nesta segunda-feira, 14, que até o fim desta semana apresentará nova lista com o número de assinaturas suficientes para sua recondução à liderança do PMDB na Câmara. A principal estratégia do peemedebista tem sido articular a volta de deputados licenciados ou de suplentes da ala pró-governo do PMDB com a ajuda do Planalto e do diretório estadual da sigla no Rio de Janeiro.

Picciani foi destituído da liderança do PMDB na semana passada, após deputados peemedebistas pró-impeachment protocolarem lista com assinatura de 35 dos então 66 parlamentares do PMDB na Câmara. O movimento para derrubar o deputado carioca começou após ele se recusar a indicar deputados da ala anti-governo para Comissão Especial que dará parecer sobre o processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff na Câmara.

Para conseguir voltar ao cargo, Leonardo Picciani terá de conseguir apoio da maioria da bancada do partido, atualmente com 67 deputados. Com a articulação para vinda de novos parlamentares, contudo, esse número pode aumentar, o que exigirá mais esforços na busca de apoio por parte do peemedebista.

A articulação de Picciani já envolveu a exoneração de Marco Antônio Cabral (PMDB-RJ) da Secretaria de Esportes do Estado do Rio para que ele retomasse o mandato de deputado federal. O parlamentar é filho do ex-governador carioca Sérgio Cabral e já assumiu o mandato na semana passada.

Picciani também conta com a posse de Marlos Sampaio (PMDB-PI), segundo suplente de Marcelo Castro (PMDB-PI), que se licenciou do cargo em outubro deste ano, para assumir o Ministério da Saúde. A posse teve articulação direta do governador do Piauí, Wellington Dias (PT), e da direção nacional do PT.

Isso porque o petista deverá nomear o primeiro suplente de Marcelo Castro, Flávio Nogueira (PDT-PI), para um cargo no governo piauiense, abrindo a vaga para que Marlos Sampaio possa assumir como deputado e apoiar a recondução de Leonardo Picciani à liderança do PMDB na Câmara.

Picciani também conta com algumas cartas na manga, para eventual necessidade. Uma delas seria a volta de Pedro Paulo (PMDB-RJ) ao mandato de deputado. Atualmente, o peemedebista ocupa cargo de secretário-executivo da Coordenação de Governo do Estado do Rio de Janeiro. Pedro Paulo é apontado pelo prefeito do Rio, Eduardo Paes (PMDB), como pré-candidato a sua sucessão nas eleições de 2016.

Leonardo Picciani afirma que não deverá recorrer à estratégia de articular a vinda de deputados de outros partidos, como do PR, para o PMDB. Como divulgado na semana passada, a ideia seria trazer parlamentares temporariamente para que apoiassem a recondução do parlamentar carioca à liderança do partido e depois voltassem a suas siglas.

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