PIB 2012 mostra 'autoenganação' do governo, diz Aécio

Um dos principais líderes da oposição à gestão da presidente Dilma Rousseff e cotado para disputar a eleição presidencial de 2014 pelo PSDB, o senador Aécio Neves (MG) avaliou nesta sexta-feira que o crescimento de 0,9% no Produto Interno Bruto (PIB) de 2012 anunciado pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, é o resultado de "irrealismo" e "autoenganação" do governo. Segundo o tucano, "o problema está aqui dentro" e faltou ao Executivo "tomar melhor pé da situação" econômica do País ao longo do ano, seria possível obter melhor desempenho. "Tempo perdido não se recupera", declarou.

MARCELO PORTELA, Agência Estado

01 de março de 2013 | 17h29

Para Aécio, os dados divulgados nesta sexta "consolidam algumas tristes constatações" em relação à economia brasileira. "Crescemos muito menos que o resto do mundo, nossos setores mais dinâmicos, como a indústria, vão de mal a pior e a perspectiva futura, apontada pela nova baixa na taxa de investimentos, não é das melhores", afirmou o senador, formado em Economia pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC-Minas). "Na prática, a economia brasileira simplesmente não cresceu no ano passado, uma vez que o PIB per capita estagnou", acrescentou.

De acordo com o tucano, a oposição já apresentava, durante os últimos meses, "diagnósticos" mostrando problemas em alguns setores da economia, mas eles foram rechaçados com "previsões tão otimistas quanto irrealistas" pelo governo federal. "Se o governo Dilma não optasse pelo irrealismo e pela autoenganação, o País talvez tivesse se livrado do mau resultado. O resultado oficial do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) mostra que estávamos certos, infelizmente", observou.

Tudo o que sabemos sobre:
AécioPIB

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.