Piauí pode quebrar sem contribuição de inativos, diz governador

O governador do Piauí, Wellington Dias (PT), afirmou que se não houver taxação de inativos no Estado, em dez anos as finanças públicas do Piauí entrarão em falência. Segundo o presidente do Iapep (Instituto de Assistência e Previdência do Estado do Piauí), Silvano Alencar, a proporção de pagamento dos inativos e pensionistas ainda é de aproximadamente dois e meio contribuintes ativos para o pagamento de um inativo. São 15 mil pessoas, entre inativos e pensionistas. O custo destes servidores à folha de pagamento do Estado gira entre R$ 20 e 22 milhões, dependendo das ações judiciais para incorporações de vantagens e gratificações. O ganho destas vantagens e gratificações provocou um inchaço na folha de pagamento que passou de R$ 53 milhões para R$ 63,7 milhões este ano. O ex-governador Francisco de Moraes Souza, o Mão Santa (PMDB), tentou taxar os inativos em 1998. O assunto provocou muita polêmica no Estado, uma série de greves e a proposta foi abortada pelo governo. A partir daí, o Estado passou a fazer um estudo para instituição do fundo de pensão. Porém, o projeto ainda não concretizado. A taxação, segundo o próprio governador, é necessária para desonerar o Estado do pagamento dos inativos e pensionistas. Ele lamenta que num prazo pequeno de tempo o Estado possa ficar inviável devido ao peso do ônus da previdência. Por enquanto, não há taxação de inativos no Piauí, mas se depender do governador petista, a saída para o equilíbrio financeira da economia pública será esta. O secretário de governo, Joaquim Almeida, assegurou que se o Estado não cobrar dos inativos, o Estado quebra. "Não tem saída para esta questão", finalizou.

Agencia Estado,

08 de maio de 2003 | 18h00

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