PGR identifica pagamentos mensais a políticos do PP

A procuradoria-geral da República (PGR) encontrou nas investigações da Operação Lava Jato um esquema de pagamento mensal a parlamentares. Os pagamentos periódicos, em troca de indicações para as diretorias da Petrobras foram revelados em depoimento pelo doleiro Alberto Youssef, um dos principais operadores financeiros do esquema de corrupção envolvendo a estatal.

TALITA FERNANDES, BEATRIZ BULLA E FÁBIO BRANDT, Estadão Conteúdo

07 de março de 2015 | 09h41

Em depoimento à Polícia Federal, Youssef afirmou que eram entregues valores semanais, quinzenais ou até mensais aos líderes do PP em Brasília. O doleiro relatou ainda que cada um dos líderes recebia por mês entre R$ 250 mil e R$ 500 mil a depender do mês. Como líderes da sigla, ele apontou o deputado Nelson Meurer (PP-PR), o ex-ministro das Cidades Mário Negromonte e dos ex-deputados Pedro Corrêa (PP-PE) e João Pizzolati (PP-SC). Já o restante da bancada do partido recebia, em média, de R$ 1,2 milhão e R$ 1,5 milhão por mês, que eram divididos pelo PP.

Em depoimento prestado em 11 de fevereiro deste ano, o ex-diretor de Abastecimento de Petrobras Paulo Roberto Costa afirma ter recebido uma "homenagem" de parlamentares do PP em um restaurante em Brasília. Costa relata que lhe foi entregue um "Rolex" por ele ser o "homem do Partido dentro da Petrobrás".

O fluxo de pagamentos é relatado em pedido de inquérito que envolve 39 pessoas por formação de quadrilha. É relatado ainda que os contratos envolviam a diretoria de Abastecimento, que era cobrando normalmente uma propina de 2% por Costa.

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