PFL vai reavaliar decisão de votar CPMF

O líder do PFL na Câmara, Inocêncio Oliveira, depois da reunião da Executiva do seu partido, afirmou que a sua bancada vai reavaliar a decisão de apoiar a aprovação da CPMF, embora tenha se comprometido pessoalmente pela aprovação da emenda constitucional já na próxima terça-feira. Inocêncio afirma que o partido mudou: "O partido está dividido e se reserva o direito de rever a decisão após o rompimento com o governo". Segundo Inocêncio, existem setores do partido que não vêem motivos para votar a CPMF com tanta rapidez. O deputado José Carlos Aleluia, ligado ao ex-senador Antônio Carlos Magalhães, é um representante desse setor contrário à aprovação da CPMF. "Tenho 20 votos contrários", disse Aleluia, que representa a bancada que foi mais radical na defesa do rompimento do partido com o governo. Outros parlamentares defendem mudanças no texto aprovado em primeiro turno pela Câmara. Há quem proponha que o imposto tenha uma alíquota simbólica para garantir apenas o seu caráter fiscalizatório. Aleluia aposta no atraso da tramitação. "Isso pode levar duas a três semanas, afinal para que pressa?", afirmou. "Pessoalmente a favor"Mais tarde, Inocêncio Oliveira afirmou que, pessoalmente, é a favor da aprovação da CPMF na semana que vem. Admitiu, no entanto, que há uma pressão majoritária no partido pelo adiamento da votação. "Vamos votar a favor, mas vamos discutir a oportunidade de votar", disse ele. Inocêncio declarou que, na reunião da próxima terça-feira, quando a bancada irá definir sua posição em relação à CPMF, o presidente do partido, Jorge Bornhausen, estará presente para orientar os parlamentares quanto à melhor oportunidade para o partido comparecer ao plenário e colaborar com o governo. O líder ressaltou que o partido se apoiará em pesquisas de opinião pública para saber o que a sociedade pensa sobre o assunto. Ele informou que o vice-presidente Marco Maciel também é favorável à votação imediata da proposta de emenda constitucional CPMF. Na sua opinião, neste momento o partido vive um dilema de romper com o governo numa semana e votar a favor do governo na seguinte. Admitiu ainda que se a bancada decidir-se por não votar a CPMF na próxima semana, a aprovação da emenda poderá ser protelada por até três semanas. Isto ocorreria porque na semana seguinte serão realizadas as festas da Páscoa, período em que a maior parte dos deputados se deslocam para suas bases eleitorais.

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