PFL vai ao Supremo tentar barrar criação de 2.797 cargos

A Executiva Nacional do PFL decidiu entrar com uma ação direta de inconstitucionalidade (Adin) no Supremo Tribunal Federal para "barrar" a medida provisória 163, que cria 2.797 novos cargos e funções gratificadas no governo. De acordo com o presidente do partido, senador Jorge Bornhausen (SC) o custo anual dessas contratações para o povo brasileiro será de R$ 58 milhões. Para o senador trata-se de "uma verdadeira operação gafanhoto feita à revelia do cidadão, que mesmo sem ter qualquer vínculo com o PT estará contribuindo para abarrotar a caixa de campanha do partido". Segundo Bornhausen, cada um dos filiados petistas é obrigado, pelo estatuto do partido, a contribuir com 30% do que recebe para o PT. Bornhausen disse que a MP é inconstitucional, porque inverte a lógica da lei que consagra a admissão dos servidores apenas mediante concurso público. Segundo ele a MP é inconstitucional também porque autoriza o remanejamento de recursos orçamentários "o que é absolutamente vedado pelas leis em vigor".

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