PFL-SP apóia candidatura de Roseana para 2002

O PFL paulista apóia o lançamento da governadora Roseana Sarney (MA) para a disputar a eleição presidencial em 2002. A decisão foi anunciada hoje pelo senador e presidente nacional do partido Jorge Bornhausen (SC), e vale em caso de candidatura própria ou num prévia para definir o nome da aliança governista. "Ela é a candidata do partido, é uma figura nacional forte, tem expressão e tem votos, o que outros não têm", disse Cláudio Lembo, presidente regional do PFL.Em um dos cinco cenários da pesquisa feita pelo Instituto Sensus, encomendada pela CNT e divulgada hoje, Roseana aparece em terceiro lugar, com 14,1% das intenções de voto, atrás de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), com 30,1%, e de Ciro Gomes (PPS), com 14,4%. Em outro cenário, com o ministro da Saúde José Serra (PSDB) como candidato do governo, sua intenção de voto é de 10%. Ela perde para Lula (32,9%), Ciro (14,9%) e ainda para o governador Itamar Franco (PMDB-MG), com 11,5% de intenção de voto.Lembo evita discutir quem, entre os nomes do PSDB e da base governista, será o candidato do governo. "Num determinado momento deve prevalecer o bom senso e ficar uma grande candidatura, queremos que seja a da Roseana", avalia. Segundo Lembo, é cedo para definir um nome da base governista e a única certeza é a disputa do segundo turno com Lula. "Vamos para a eleição com o Lula, já com seus 30% de votos, sabendo que é o teto de votação dele e que será muito difícil ele vencer", afirmou.Entre os presidenciáveis tucanos - os ministros Serra, Paulo Renato (Educação) e Pimenta da Veiga (Comunicações), e o governador Tasso Jereissati - Lembo inclui o ministro Pedro Malan (Fazenda), apesar dele nem ser filiado. "Acho que ele tem a obrigação moral de se filiar. Só acredito em homem público filiado a partido político, senão você exerce meia cidadania e isso não é bom para a democracia", disse Lembo.Lembo ressalta que não pertence ao PSDB, o que dificulta uma avaliação de como seria o trânsito político de Malan dentro do partido. "Mas se ele foi um homem tão bom para dialogar lá fora, não deve ter problemas para fazê-lo aqui", disse Lembo, lembrando o acordo com o FMI, coordenado pelo ministro. "Acho que Malan tem traço de estadista, mas precisa se viabilizar politicamente dentro do partido."Em termos regionais, a candidatura de Roseana não iria atrapalhar uma aliança com o PSDB, com o objetivo de apoiar a reeleição do governador Geraldo Alckmin, disse Lembo. "Sobre a eleição estadual, não há nada fechado ainda. O que temos são bons diálogos com o governador de São Paulo, por quem temos uma grande estima. Mas não quer dizer que tenha algum acordo", afirmou.O futuro eleitoral do PFL paulista será definido em convenção, em meados de 2002. Entre os possíveis candidatos do PFL-SP ao governo estadual, caso não seja feita uma aliança com o PSDB, Lembo cita, além dele próprio, os nomes do deputado federal Gilberto Kassab e o do ex-deputado Guilherme Afif Domingos. O senador Romeu Tuma, candidato do PFL na última eleição municipal, deve disputar a reeleição, e segundo Lembo, tem o apoio do partido.

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