PFL só se define sobre sucessão em 2002

O PFL vai definir seu nome para a disputa da Presidência da República somente no próximo ano. "É cedo para sentir o clima de 2002", justificou o vice-presidente da República, Marco Maciel, ao participar de encontro do partido em Curitiba. Para ele, o debate eleitoral no Brasil é "fulanizado". "É preciso deslocar a discussão do plano pessoal para um programa de governo." Para Maciel, o PFL precisa ter um bom programa e "saber defendê-lo". "As propostas não realizadas levam o eleitor ao descrédito", disse. Segundo o vice-presidente, para elevar o crédito da classe política é necessário realizar uma grande reforma do sistema político, que envolva a reforma eleitoral e a reforma partidária. "É preciso ter um sistema eleitoral que vincule o eleitor a um partido, a uma proposta e, a partir daí, escolher a pessoa." O presidente nacional do PFL, Jorge Bornhausen, lamentou não ter sido votada, ainda, uma reforma política e a fidelidade partidária. "Aí estão os troca-trocas que não enobrecem nem fortalecem a classe política", afirmou, numa referência ao governador de Minas Gerais, Itamar Franco, que ameaça deixar o PMDB.

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