PFL quer Roseana para suceder FHC, diz Lobão

O presidente em exercício do Senado, Edison Lobão (PFL-MA), abriu o jogo na entrevista concedida ao programa ?Passando a Limpo?, da Rede Record: o candidato de seu partido à sucessão presidencial em 2002 atende pelo nome de Roseana Sarney, a governadora reeleita do Maranhão. Lobão acrescentou que, como parte desta estratégia, 80% dos programas eleitorais gratuitos do PFL no rádio e na televisão serão dedicados a divulgar o trabalho da filha do ex-presidente José Sarney. "Ela está fazendo um trabalho admirável no governo do Maranhão. E eu digo isto até com a experiência de quem foi governador também. E ela tem um carisma extraordinário", reforçou Lobão. "Então, se ela vier a ser candidata a presidente da República, eu estou convencido de que será a vencedora e de que fará um grande governo".Aberto ao diálogoLobão, contudo, não fechou a porta para um entendimento com o PSDB para a reedição da coligação que elegeu por duas vezes FHC para o comando do Palácio do Planalto. E, aí, não fez restrição a nomes, incluindo até mesmo o do ministro da Fazenda, Pedro Malan. Mas insistiu com o nome de Roseana: "O PSDB tem simpatia por ela, e o PMDM também".Sobre LulaPara o presidente em exercício do Senado, é inegável o crescimento da aceitação e da queda da rejeição ao candidato petista ao cargo de FHC. "Não podemos esconder o sol com a peneira. Indiscutivelmente, o Lula melhorou a sua faixa coletiva e reduziu a sua faixa negativa. Então, avançou como candidato, Mas é verdade que para vencer as eleições terá dificuldades."Avaliação de FHCNa visão do senador pefelista do Maranhão, o presidente Fernando Henrique Cardoso irá recuperar sua popularidade e terá influente papel na sua sucessão. "O presidente vai melhorar o seu governo, vai coordenar dentro dos partidos (da base aliada) para que não haja divisão, e essa base política do governo, que o apóia com força hoje, sem dúvida elegerá o seu candidato." E sobre a possibilidade de o nome a ser escolhido recair no de Malan, de pouca penetração popular, Lobão lembrou que FHC, quando lançado, tinha apenas 4% de aceitação.

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