PFL quer atrair César Maia para a legenda

A direção nacional do PFL anunciou que não abre mão de ter o prefeito César Maia, que está de malas prontas para deixar o PTB, em suas fileiras no Rio de Janeiro. O presidente nacional do partido, Jorge Bornhausen, reuniu-se com o ex-prefeito Luiz Paulo Conde numa última tentativa de tentar convencê-lo a aceitar a entrada de Maia, seu maior inimigo político no Estado, no PFL, mas Conde se mostrou totalmente refratário à idéia. O prefeito do Rio, que também é cobiçado pelos tucanos, só deverá anunciar o seu futuro político em junho.Com isso, a tendência é de que o ex-prefeito Luiz Paulo Conde e seu grupo deixem o partido em direção ao PTB, pelo qual deverá ser candidato ao governo do Estado, em 2002. O convite para se filiar ao PTB já foi feito pelo presidente regional do partido, deputado Roberto Jefferson, em um jantar no último domingo. Segundo o secretário-executivo do PFL nacional, Saulo Queiroz, a presença de Maia na legenda é "imprescindível" para a disputa em 2002. "César Maia é uma uma figura política nacional muito expressiva e o PFL não pode abrir mão dele", afirmou Queiroz. "Tentaremos conciliar os dois (Conde e Maia) no partido, mas não podemos inviabilizar a entrada do prefeito."Numa tentativa desesperada de mostrar força, Conde reuniu, no diretório regional do PFL, cerca de 100 pessoas, entre deputados, vereadores e prefeitos do interior e da capital, que lançaram, informalmente, o seu nome para governador, em 2002. "O PFL não pode ser uma legenda de aluguel, que possa ser entregue a alguém a cada momento", criticou o ex-prefeito, que não deixou a ironia de lado ao falar do deputado Inocêncio de Oliveira (PE), um dos maiores defensores da volta de César Maia ao partido. "Serra Talhada é para Serra Talhada e não para o Rio. Não há condições de Inocêncio se meter aqui, porque ele não existe", disse.O presidente regional do PFL, Arolde de Oliveira, o vice-presidente, deputado Rubem Medina, e a secretária-geral do partido no Estado, deputada Laura Carneiro, foram incisivos na defesa a Conde. Oliveira disse ser "muito difícil" passar o controle do partido para outra político, como exige Maia. O prefeito do Rio já deixou claro que só fica no PFL se assumir a coordenação do processo político para 2002. Sua idéia é montar um projeto que contemple uma aliança entre pefelistas e tucanos.

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