PFL quer antecipar debate sobre sucessão

A tentativa do governo de frear a antecipação do debate sucessório esbarra agora no PFL. Na reunião da executiva nacional pefelista do dia 8 de março, o vice-presidente do partido, senador José Jorge (PE), vai propor que o PFL escolha logo seu candidato ao Palácio do Planalto. "Esta é a providência mais urgente, porque a discussão de candidaturas é a única capaz de unir e fortalecer o partido neste momento", diz José Jorge. Convencida de que o PFL foi descartado como aliado preferencial do PSDB em uma composição em 2002, depois da derrota na sucessão do Congresso, a direção nacional pefelista quer partir para a ofensiva. "Perdemos uma eleição no Congresso, mas não podemos ficar imobilizados pela derrota", pondera o senador. O mesmo PFL que se mostrou irritado com o senador Antonio Carlos Magalhães, responsabilizando-o pela derrota do partido na disputa pelos postos de comando do Congresso, comemora o resultado das últimas pesquisas de opinião pública, em que a simpatia por uma eventual candidatura do senador baiano subiu de 8% para 9,5% do eleitorado. "Entre ficar nas mãos de ACM e nas mãos de Fernando Henrique, preferimos ACM, que é mais confiável", provocou hoje um pefelista influente no comando do partidário. Até aqui, ACM tem repetido que não é candidato, mas para o PFL isto é irrelevante. "O partido pode convencê-lo ou fazer como o PMDB, que segue fingindo que Simon é o candidato do partido", emendou o parlamentar. A conclusão da cúpula pefelista ligada ao presidente nacional da legenda, senador Jorge Bornhausen (SC), e ao vice-presidente da República, Marco Maciel, é a de que o debate de 2002 é a melhor forma de o partido voltar ao processo político "dando as cartas". Tanto que a direção nacional buscará levar a Brasília, no dia 8, os governadores do Maranhão, Roseana Sarney, e do Paraná, Jaime Lerner, que com o senador Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA) formam o trio de pefelistas mais fortes para enfrentar a corrida presidencial. "As pesquisas mostram que os três estão muito melhores na opinião pública do que os candidatos do PSDB e do PMDB", destaca José Jorge, referindo-se aos tucanos José Serra (ministro da Saúde) e Tasso Jereissati (governador do Ceará), e ao senador peemedebista Pedro Simon (RS).

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