PFL pressiona Fogaça

O PFL intensificou hoje as pressões na tentativa de convencer o senador José Fogaça (PMDB-RS) a disputar a presidência do Senado. Mesmo isolado no PMDB, Fogaça já argumentou aos dirigentes do PFL que ficaria desconfortável em tomar uma posição contrária ao partido que oficializou a candidatura do senador Jáder Barbalho (PMDB-PA). Fogaça foi o único a abster-se na reunião da bancada que escolheu Barbalho. Apesar das restrições de Fogaça e dos desmentidos de que teria concordado em disputar, os pefelistas continuam otimistas. Nos bastidores, alegam que o senador gaúcho não fechara definitivamente as portas, prometendo examinar o assunto com seu grupo de aliados no PMDB do Rio Grande do Sul. Empenhados em conseguir um terceiro nome para concorrer com Barbalho e o senador Jefferson Péres (PDT-AM), candidato do bloco de oposição, os pefelistas estimam que esse terceiro nome teria 21 votos do PFL; pelo menos quatro do PSDB e mais outros quatro de pequenos partidos. Pela estratégia do PFL, a primeira opção ainda estaria nos quadros do PMDB, mantendo-se assim a prerrogativa do partido (majoritário no Senado) de indicar o candidato oficial para a sucessão de Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA). Só em último caso, o terceiro nome sairia do PFL, cujo preferência hoje está com o senador José Agripino (RN), atual presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).

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