PFL não repreenderá parlamentares que apoiarem CPI

O presidente do PFL, senador Jorge Bornhausen (SC), disse hoje que a recomendação, adotada hoje pela Executiva Nacional, para que parlamentares do partido retirem as assinaturas do requerimento de criação da CPI da Corrupção, não é uma imposição e, por isso, não haverá represálias se a orientação não for seguida. "Não estamos impondo, mas pedindo uma reflexão sobre as conseqüências de natureza política da CPI", disse o senador, dirigindo-se aos dez deputados e três senadores que estão apoiando a CPI.Na avaliação dos pefelistas, a Executiva Nacional tinha obrigação de respaldar politicamente os parlamentares que não assinaram o requerimento. "Quem não assinou precisava de um gesto do partido", ressaltou o deputado Ronaldo Caiado (PFL-GO), que assinou o requerimento e não pretende voltar atrás. Segundo o líder do PFL na Câmara, Inocêncio Oliveira (PE), a Executiva Nacional tomou uma posição acertada, ao pedir também que ninguém ninguém mais subscreva a proposta da oposição. "A CPI é mais um libelo contra o governo e servirá de palanque eleitoral", afirmou Inocêncio, ressaltando que quem assinou não ficará constrangido com a posição partidária, pois ela não significa fechamento de questão. Entre os parlamentares que já assinaram o requerimento estão o senador Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA) e parte de seus aliados na Câmara e Senado.

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