PFL mineiro ameaça abandonar aliança com Aécio

O PFL não engoliu a exclusão do partido na composição da chapa majoritária da coligação em apoio à reeleição do governador de Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB). Os pefelistas mineiros ameaçam abandonar a chapa majoritária, lançando um candidato ao Senado."Essa definição já houve. O PFL terá um candidato ao Senado. Nós vamos nos reunir exatamente para encontrar a forma de coligação partidária para esse lançamento e o nome", disse hoje o presidente do diretório estadual do partido, deputado federal Eliseu Resende.O governador tucano escolheu um técnico, seu ex-secretário Antônio Augusto Anastasia - filiado ao PSDB -, para a vaga de vice. Para acomodar os interesses do atual vice, Clésio Andrade (PL), indicou sua mulher, Adrienne Barbosa Andrade, como candidata ao Senado. A decisão de Aécio irritou não apenas as lideranças do PFL mineiro, mas também a cúpula nacional do partido. A informação hoje na sede mineira do partido era que as conversas estavam sendo conduzidas pelo presidente nacional, senador Jorge Bornhausen (SC).Na eleição presidencial, o PFL firmou uma aliança com o PSDB, indicando o senador José Jorge (PE) como candidato a vice do tucano Geraldo Alckmin. O partido se sente traído com a exclusão em Minas, já que é um aliado de primeira hora de Aécio. Clésio, o atual vice, pertencia aos quadros do PFL, mas seus métodos nunca agradaram a cúpula nacional e ele foi expulso da legenda em 2003, ingressando no PL. O presidente estadual do PFL é o mais cotado para uma eventual candidatura avulsa ao Senado. A comissão provisória do partido, composta por 21 integrantes, deverá se reunir hoje (04) pela manhã para discutir o assunto. "O apoio ao governador deverá ser mantido. (Mas) Uma vez que nós já tomamos a decisão de ter candidato ao Senado, nós não poderemos apoiar a candidata que foi indicada pelo governador do Estado. Nós vamos procurar ver quais são os partidos que se coligariam com o PFL, dando apoio a nossa candidatura ao Senado", afirmou Eliseu, em entrevista à rádio Itatiaia.Qualquer decisão, no entanto, deverá levar em conta as eleições proporcionais. O chamado "chapão" em torno da candidatura à reeleição de Aécio, reúne, além de PSDB e PFL, outros quatro partidos: PP, PTB, PL e PSB. A expectativa é que fora da aliança formal, o PFL eleja menos candidatos à Assembléia Legislativa e à Câmara dos Deputados.

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