PFL limitará cargos para senadores sob investigação

A bancada do PFL no Senado decidiu que senadores que estejam sendo processados pelo Conselho de Ética não ocupem cargos na Mesa, nas presidências e vice-presidências de comissões permanentes e nem exerçam lideranças partidárias. A proposta do PFL foi decidida no início desta tarde em reunião da bancada. Por iniciativa dos senadores Arlindo Porto (PTB-MG) e José Eduardo Dutra (PT-SE) dois projetos de resolução foram apresentados ontem à Mesa do Senado, com o objetivo de impedir que parlamentares sob investigação ocupem cargos na mesa diretora.O PFL, com o argumento de que seria um casuísmo e até injusto fixar essa exigência apenas aos membros da mesa, decidiu ampliar a regra para outros postos formais do Senado. A idéia do partido é apresentar emendas às propostas em tramitação e se empenhar para que o projeto seja aprovado dentro de, no máximo, 10 dias. Com isso, se o Conselho de Ética abrir processo contra o senador Jader Barbalho, ele ficaria impedido de reassumir a presidência do Senado.PFL não disputará presidência do Conselho de ÉticaA bancada decidiu também apoiar o nome do senador Juvêncio da Fonseca (PMDB-MS) para a presidência do Conselho de Ética. O líder do partido, Hugo Napoleão, disse, logo após a reunião, que esta será a orientação que ele dará aos cinco integrantes pefelistas do conselho. O senador, portanto, descartou a possibilidade de o PFL vir a disputar o cargo, como vem sendo especulado por partidários da oposição e do próprio PFL."Juvêncio é um homem que tem uma conduta irrepreensível e pode fazer com que o conselho funcione", afirmou Napoleão, ressaltando que o PFL cumprirá a regra, segundo a qual cabe ao PMDB, como maior partido, indicar e eleger o presidente do Conselho de Ética.

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