PFL lança José Carlos Aleluia à presidência da Câmara

O PFL lançou nesta quarta-feira oficialmente a candidatura do líder do partido, José Carlos Aleluia (BA), à presidência da Câmara. O pefelista está trabalhando para fortalecer o seu nome entre os oposicionistas e os deputados insatisfeitos com a atuação do PT e a escolha de Luiz Eduardo Greenhalgh (PT-SP) como candidato à sucessão de João Paulo Cunha (PT-SP). Aleluia aposta nas traições da base aliada na votação secreta que irá eleger, no dia 14 de fevereiro, o futuro presidente da Câmara pelos próximos dois anos."Minha candidatura se fundamenta no voto secreto. Hoje sabemos que tenho chances concretas de ganhar", afirmou Aleluia, que só lançou sua candidatura depois de saber que o escolhido do PT era um nome que enfrenta resistências na Câmara. "Não quero julgar o Greenhalgh, mas acho que o governo será atropelado nessa eleição", disse. "Vou respeitar a oposição integralmente e tratá-los com diálogo e respeito", observou Greenhalgh, ao comentar a candidatura do pefelista.Para o presidente nacional do PFL, senador Jorge Bornhausen (SC), a candidatura de Aleluia tem grandes chances de ser bem sucedida. "Depois exercer com excelência a liderança do PFL, o deputado Aleluia está fortemente credenciado por sua inteligência e capacidade como legítimo candidato da oposição à presidência da Câmara. O Aleluia continuará na presidência sua atuação em favor da cidadania e da liberdade", afirmou Bornhausen, ao lançar a candidatura do pefelista.Aleluia é candidato avulso à presidência da Câmara. Tradicionalmente cabe ao maior partido da Casa, no caso o PT, indicar o presidente. Mas os candidatos têm de ser eleitos em votação secreta e direta no plenário da Câmara. O presidente nacional do PMDB, deputado Michel Temer (SP), também deverá se lançar candidato avulso à presidência. Na avaliação de pefelistas, Temer será o principal oponente de Aleluia porque ambos transitam nos mesmos segmentos da Câmara.Líder do PFL nos dois últimos anos, Aleluia é um dos principais opositores do governo Lula e do PT na Câmara. Faz discursos exaltados contra o Palácio do Planalto e, sempre que pode, obstruiu os trabalhos da Câmara para impedir a votação de projetos de interesse do governo.

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