PFL investe na construção da "3ª via"

Com apenas cinco dias para articular uma alternativa dentro da base governista para derrotar o presidente nacional do PMDB, Jader Barbalho (PA), na corrida sucessória do Senado, o PFL montou uma ofensiva em cima de três nomes para construir a "terceira via". Convencidos de que o senador José Sarney (PMDB-AP) é peça decisiva no jogo eleitoral, o presidente do PFL, senador Jorge Bornhausen (SC), encontra-se nesta sexta-feira com ele em São Paulo. Ao mesmo tempo, o presidente do Senado, Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA), tenta convencer José Fogaça (PMDB-RS) a aceitar a candidatura. O senador Arlindo Porto (PTB-MG), segundo um cardeal pefelista, já concordou em sair candidato ou em dar seu voto ao escolhido, caso Fogaça ou Sarney aceitem a missão. "O Arlindo garantiu que estará junto conosco em qualquer hipótese", diz o dirigente do PFL.Bornhausen vai insistir com Sarney porque, na matemática eleitoral do PFL, ele é a alternativa mais segura de vitória contra Jader. Caso ele continue irredutível na decisão de ficar fora da disputa, Bornhausen tentará assegurar sua participação nas articulações, para garantir ao candidato da terceira via os quatro votos peemedebistas sobre os quais ele tem influência.A contabilidade do PFL dá a Jader cerca de 30 votos. Excluídos do universo do Senado (81 votos) os 16 senadores do bloco de oposição e os 21 votos do PFL, o PFL considera que restam apenas uma dúzia de votos soltos que podem ser trabalhados nesta reta final de campanha. A alternativa pefelista será construída em torno do nome que conseguir agregar mais votos neste pequeno grupo de senadores indecisos ou que, na avaliação do comando pefelista, ainda podem virar o voto.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.