PFL insiste em voto secreto e suspensão para ACM

O PFL deverá apresentar um requerimento ao Conselho de Ética, na próxima quarta-feira, para que a votação do relatório que propõe a abertura de processo de cassação do mandato dos senadores Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA) e José Roberto Arruda (sem partido-DF) seja secreta. Além dessa proposta, o partido manteve a decisão de apresentar um voto em separado, na tentativa de flexibilizar a pena fixada no relatório do senador Roberto Saturnino Braga (PSB-RJ). O PFL quer substituir a cassação por uma suspensão do mandato, de até quatro meses. A idéia de recorrer ao Supremo Tribunal Federal contra a votação aberta, já decidida pelo presidente do Conselho de Ética, senador Ramez Tebet (PMDB-MS), sob o argumento de que o relator antecipara o mérito antes da abertura do processo, ainda não está definida pelos pefelistas. Alguns aliados de ACM entendem que, caso o STF responda que se trata de uma questão interna do Senado, a posição do senador baiano ficaria ainda mais fragilizada no Conselho. Além disso, o senador Ramez Tebet ficaria livre para tomar qualquer tipo de decisão no âmbito do Conselho. Por isso, está sendo aventada também a proposta de o recurso ser feito posteriormente à votação do relatório, caso o requerimento do PFL em favor da votação fechada não passe. Ao longo do dia de hoje, ACM fez sucessivas reuniões com seu grupo político e consultas a advogados sobre o conteúdo do voto em separado, e a possibilidade de recurso judicial. ?Não há muito o que fazer?, desabafou um pefelista.

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