PFL entra com notícia crime contra Casseb por causa de show

O PFL entrou na Procuradoria Regional da República da 1ª Região, em Brasília, com uma notícia-crime contra o presidente do Banco do Brasil, Cássio Casseb. A iniciativa foi motivada pelo patrocínio, pelo banco, de ingressos no valor de R$ 70 mil para um show da dupla Zezé di Camargo e Luciano, destinado a angariar fundos para construção da nova sede do PT em São Paulo. Os advogados do PFL sustentam que Casseb incorreu em cinco crimes por conta desse episódio: 1 - ordenação de despesa não autorizada; 2 - peculato; 3 - emprego irregular de verbas ou rendas públicas; 4 - prevaricação e 5 - advocacia administrativa por patrocinar interesse privado perante a administração pública. Fundo partidário O PFL também ingressou no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com denúncia pedindo a suspensão dos repasses para o PT dos recursos do Fundo Partidário, pelo prazo de um ano. O pedido, segundo o partido, é obter um pronunciamento da Justiça eleitoral sobre o fato de o PT ter se beneficiado dos R$ 70 mil gastos pelo Banco do Brasil na compra de ingressos do show realizado na churrascaria Porcão, no Rio, pela dupla Zezé di Camargo e Luciano, cuja renda foi revertida na construção da sede do partido. A churrascaria devolveu o dinheiro ao BB. Para apresentar o pedido contra o PT, o PFL avaliou que os petistas descumpriram a lei que rege o funcionamento dos partidos políticos, ao aceitar o patrocínio de uma empresa de economia mista para um evento de natureza partidária. "O fato constitui um crime duplo: o Banco do Brasil cometeu crime eleitoral ao doar dinheiro e o partido também cometeu crime por ter aceito a transferência irregular de uma estatal", alegou presidente do PFL, senador Jorge Bornhausen (SC).

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