PFL diz que poderá ajudar candidatura de Serra

O PFL deu hoje o primeiro passo em direção à eventual candidatura do ministro da Saúde, José Serra, à presidência da República. A aproximação ocorreu em almoço entre o presidente nacional do PFL, senador Jorge Bornhausen (SC), e o ministro. Bornhausen garantiu a Serra que seu partido está disposto a ajudá-lo a reunir as condições eleitorais necessárias para chegar ao segundo turno das eleições presidenciais, caso ele decida disputar o cargo pelo PSDB.O PFL, segundo Bornhausen, quer manter a aliança com o PSDB em 2002 e, nesse ponto, obteve reciprocidade de Serra. "O ministro quer manter a aliança e deixou claro que não há preferência pelo PMDB como parceiro", afirmou o senador, certo de que o encontro serviu para eliminar resistências e abrir entendimento com o ministro.Na avaliação feita no almoço, realizado na residência do deputado Heráclito Fortes (PFL-PI), conclui-se que Serra já reúne condições administrativas - sobretudo pelos feitos à frente do Ministério - faltando apenas se solidificar eleitoralmente. "A conversa foi importante para mostrar que não há restrição de nenhuma das partes", afirmou o senador, afastando versões de que o nome do ministro não tem apoio político do PFL e que Serra prefere aliar-se ao PMDB.Com a convicção de que a situação hoje para o governo é menos favorável que nas duas últimas eleições presidenciais, o senador Bornhausen está empenhado em ampliar as conversas em busca de um candidato com chances de disputar o segundo turno contra um concorrente de oposição ao governo. Tanto Serra quanto Bornhausen concordam também que é necessário montar um programa de governo comum da aliança antes da definição do nome do candidato. "A idéia central é não retroceder, manter as conquistas e trabalhar no crescimento com inclusão social", disse o senador. O dirigente pefelista reconhece que nenhum partido da base aliada abriga hoje um nome eleitoralmente consolidado e isso ficou evidente nas últimas pesquisas eleitorais. Bornhausen encontrou também em Serra um aliado para a sua tese da realização de eleições primárias em março para a escolha do candidato do governo à sucessão presidencial. "O ministro foi a primeira pessoa que me falou de primárias, lembrando, por exemplo, a experiência chilena", contou Bornhausen.O presidente do PFL reforça nesta quarta-feira seus contatos para discutir o assunto. Ele já marcou reuniões com os presidentes do PSDB, deputado José Aníbal (SP), e do PMDB, senador Maguito Vilela (GO). Hoje, ele discutiu a proposta de primárias com o deputado Delfim Neto, do PPB de São Paulo.

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