PFL deve aprovar MP de energia com mudanças

A tendência do PFL é aprovar, com alterações, a medida provisória que trata da contratação da energia emergencial e de outros assuntos do setor elétrico. Essa posição foi tomada hoje pela Executiva Nacional do partido, que está reunida na sede do PFL. O relator dessa medida provisória, deputado José Carlos Aleluia (PFL-BA), vai reunir-se às 15h com vice-líderes do partido para divulgar o seu relatório e explicar as mudanças feitas durante as negociações com o governo. Durante a reunião desta manhã, o senador José Jorge, que assina a medida provisória ainda como ministro de Minas e Energia, fez um apelo ao partido para que aprove a proposta. O ex-ministro da Previdência, Roberto Brant, também defendeu a aprovação da MP, enfatizando a necessidade de o PFL manter uma postura de responsabilidade em relação a questões de interesse do País. O presidente do PFL, senador Jorge Bornhausen, confirmou o encontro que teve ontem à noite com o presidente Fernando Henrique Cardoso, a quem reafirmou a postura de independência do partido em relação ao governo. "O PFL não mudou o seu rumo. Continua na linha de independência", teria dito Bornhausen ao presidente, conforme relato que fez aos integrantes da Executiva. Essa posição, segundo parlamentares do partido, ficou clara na medida em que o PFL vetou a indicação da Presidência da República à nomeação de Luiz Gonzaga Perazzo para o Ministério de Minas e Energia. Perazzo era secretário-executivo do Ministério durante a gestão de José Jorge.O líder do governo na Câmara, deputado Arnaldo Madeira (PSDB-SP), está aguardando, em seu gabinete, os líderes dos demais partidos da base aliada e do PFL para retomar a discussão da Medida Provisória do Setor Elétrico e tentar fechar um acordo que permita a votação da matéria ainda hoje, pelo plenário da Câmara. Madeira avaliava ontem que, utilizando o relatório do deputado José Carlos Aleluia (PFL-BA) como base, poderia fechar um acordo entre os partidos aliados e o PFL para aprovar a MP. O líder já desistiu de negociar com a oposição, já que ela é contra a compensação dos supostos prejuízos que as concessionárias do setor elétrico teriam sofrido com o racionamento de energia.

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