PFL defenderá avanço da reforma política

A Executiva Nacional do PFL decidiu hoje, em reunião, mobilizar a bancada do partido no Senado para avançar na reforma política. Na próxima semana, está prevista a votação do projeto, de autoria do senador Jorge Bornhausen (PFL-SC), que fixa em quatro anos o prazo de filiação partidária para os candidatos que já tenham pertencido a outro partido. O líder do PFL no Senado, Hugo Napoleão (PI), ficou encarregado de arregimentar apoio dentro e fora do partido para a proposta. Se aprovado no Senado, o projeto será submetido à Câmara.Para Bornhausen, a fixação o prazo mínimo de quatro anos de filiação partidária para candidatos a cargos eletivos significa estabelecer regras mais rígidas com o objetivo de evitar o troca-troca partidário comum hoje no País. Hoje, o candidato precisa estar filiado ao partido um ano antes da eleição. Além disso, o parlamentar pode trocar de legenda quantas vezes desejar durante o mandato. O projeto prevê também um período de 60 dias, depois da aprovação da sanção da lei, para os candidatos que desejam mudar de partido. "Depois disso fecha-se a porteira", alertou o senador.Bornhausen disse que a aprovação do projeto que fixa o prazo mínimo de filiação, a ser votado no próximo dia 5 no Senado, será fundamental para deflagrar o processo eleitoral de 2002. "O jogo eleitoral começa com a definição do prazo de filiação", afirmou o senador. Atualmente, quem deseja se candidatar precisa se filiar um ano antes da eleição, mas se a nova regra for adotada, esse período passa para quatro anos.Na opinião de Bornhausen, o quarto trimestre deste ano dará a "bússola" para a sucessão presidencial. Alguns fatores serão importantes como: a perspectiva da economia; as regras do jogo a serem definidas pela reforma política - que terá que ser votada até outubro, ou seja, um ano antes das eleições -; e a situação dos possíveis candidatos dentro de seus partidos. "Antes disso, caberá aos partidos discutir internamente seus nomes e fazer a discussão do programa de governo", afirmou o senador.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.