PFL defende convocação de caseiro que desmentiu Palocci

O líder da minoria do Senado, José Jorge (PFL-PE), considerou "altamente comprometedoras" as revelações do caseiro Francenildo Santos Costa, o Nildo, envolvendo o ministro da Fazenda, Antonio Palocci, publicadas nesta sexta-feira pelo O Estado de S. Paulo, e disse achar que ele tem que ser convocado pela CPI dos Bingos. O senador considera que as revelações à CPI dos Bingos do motorista Francisco das Chagas Costa e de outras pessoas que trabalharam com Palocci na prefeitura de Ribeirão Preto foram muito comprometedoras para o ministro da Fazenda. Jose Jorge estranhou que, neste governo, "qualquer coisa que se fale contra qualquer ministro, ninguém cai, porque o governo os protege". Ele lembrou que no governo do ex-presidente Itamar Franco só porque o então ministro da Fazenda, Eliseu Resende, aceitou hospedagem paga por uma empresa, ele foi obrigado a pedir demissão. Mas neste governo, segundo o senador, apesar de denúncias, "todo mundo fica fazendo como se nada estivesse acontecendo".Nildo foi caseiro da mansão no Lago Sul, bairro nobre de Brasília, alugada pelo ex-assessor da prefeitura de Ribeirão Preto Vladimir Poletto e freqüentada por amigos e assessores que acompanham Palocci desde que ele era prefeito daquela município paulista. Segundo o caseiro, que Palocci era freqüentador assíduo da casa, onde, segundo ele, era feita partilha de dinheiro e havia festas. As afirmações do caseiro desmentem afirmação de Palocci de que nunca estivera na referida casa. A CPI dos Bingos cancelou a reunião administrativa marcada para a manhã desta terça-feira, para votar requerimentos de convocação. O argumento é de que José Jorge entrou somente na sexta-feira com requerimento para quebrar o sigilo da empresa do presidente do Sebrae, Paulo Okamoto, a Red Star. Por acordo dos membros da comissão, os requerimentos devem ser apresentados 24 horas antes de serem colocados em votação.

Agencia Estado,

14 de março de 2006 | 13h40

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