PFL defende a demissão da diretoria do Banco do Brasil

O PFL defendeu hoje a demissão de toda a diretoria do Banco do Brasil pelo fato de a instituição ter gasto R$ 70 mil para comprar 70 mesas para funcionários e clientes especiais assistirem, na semana passada, a um show da dupla sertaneja Zezé di Camargo e Luciano, em uma churrascaria de Brasília. O show foi realizado para arrecadar recursos para o PT comprar uma sede para o partido, em São Paulo.O PSDB também reagiu e comunicou que vai entrar, amanhã, com representação junto à Procuradoria-Geral da República (PGR) pedindo a instauração de inquérito para apurar os supostos atos de improbidade do presidente do BB, Cássio Casseb Lima. "O presidente Lula tem a obrigação de demitir o presidente do Banco do Brasil e mandar seu ministro da Fazenda, Antônio Palocci, que preside o Conselho de Administração do Banco, demitir toda a diretoria, sob a pena de ambos serem coniventes com crime de responsabilidade", afirmou o presidente nacional do PFL, Jorge Bornhausen (SC). "Isso não é patrocínio, é uma doação direta de dinheiro público para o PT, que é quem governa o País. É um caso gravíssimo", completou.O líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio Neto (AM), disse que o partido não pretende pedir a demissão da diretoria do BB porque "seria inócuo". "Quem tem de demitir é quem mandou fazer", observou o tucano. Funcionários da assessoria de imprensa do Banco do Brasil disseram que o "BB agiu dentro da lei e não vai comentar o posicionamento de partidos políticos". A assessoria fez questão de garantir que o Banco não tinha conhecimento de que o dinheiro dos ingressos do show da dupla sertaneja seria para o PT. O empresário da dupla, Rommel Marques, disse que não sabia da compra dos ingressos pelo Banco. Segundo ele, o contrato para o show em Brasília foi feito "nas bases normais de mercado", e a dupla recebeu cachê pela apresentação.

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