PFL critica exoneração de Bezerra

A cúpula do PFL criticou hoje a exoneração do ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra, que deixou temporariamente o cargo apenas para votar no candidato do PMDB, Jáder Barbalho (PA), para a presidência do Senado. "Ele não deveria ter vindo", afirmou o presidente nacional do PFL, Jorge Bornhausen (SC). Nas avaliações feitas pelos pefelistas na noite de ontem, a liberação do ministro para reforçar a candidatura de Jáder teria sido um claro sinal de envolvimento do governo no processo sucessório. A decisão de Bezerra, que contou com a concordância do presidente Fernando Henrique Cardoso, causou um misto de surpresas e críticas entre os senadores. As denúncias de irregularidades na Sudam - vinculada ao ministério da Integração Nacional - envolvendo o senador Jáder Barbalho ainda estão sendo investigadas. A alguns colegas, o ex-ministro revelou que tomou a iniciativa para atender cobranças de Jáder Barbalho. "Isso só serviu para mostrar o clima de insegurança do PMDB", ironizou ainda Bornhausen. "Fernando Bezerra está demonstrando desconfiança no seu suplente", completou o presidente do PFL, numa referência ao suplente Tasso Rosado, que deixa o cargo para possibilitar o retorno do ex-ministro ao Senado. Ao mesmo tempo em que tenta prestigiar Barbalho, Fernando Bezerra trava dentro de seu próprio partido uma disputa regional. Ele pretende sair candidato ao governo do Rio Grande do Norte em 2002, mas a maioria do PMDB estadual está inclinada a apoiar o deputado Eduardo Henrique Alves. "Se ele não conseguir a legenda terá de buscar outra opção partidária", comentou um aliado de Bezerra. Mas nada está acertado e o ex-ministro estaria examinando duas alternativas: o PSDB e o PTB.

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