PFL corre contra o tempo no Congresso

O Partido da Frente Liberal tem menos de 24 horas para evitar que o comando das duas Casas do Congresso seja decidido amanhã e fique dividido entre PSDB e PMDB. O PFL tentou, sem sucesso, adiar a eleição na Câmara e, agora, busca cooptar as oposições no Senado em torno da candidatura de "terceira via" do senador Arlindo Porto (PTB-MG). O pedido de adiamento feito na Câmara teve como base a suspeita de que deputados do PFL teriam sido subornados para trocar a legenda pelo PMDB. Foi a ?deserção? de pefelistas que deu ao PSDB o direito de indicar Aécio Neves (MG) como candidato governista oficial à presidência da Câmara, tirando a prerrogativa de Inocêncio Oliveira, que agora tenta ampliar sua base de apoios.Os deputados do PFL que se tornaram peemedebistas não são os únicos sob algum tipo de suspeita: o próprio corregedor da Câmara, deputado Severino Cavalcanti (PTB-PE), foi à tribuna para refutar insinuações que ele - ex-candidato ao comando da Casa - teria obtido algum tipo de compensação para deixar a disputa, movimento que aumentou o eleitorado do tucano Aécio Neves.No Senado, o PFL também corre, não para obter um adiamento, mas para viabilizar uma candidatura que seja, ao mesmo tempo, do agrado do senador Antônio Carlos Magalhães (PFL-BA) e do Palácio do Planalto. Sobre o candidato oficial da bancada governista, Jader Barbalho (PMDB-PA) pesa o veto de ACM; e contra o candidato oposicionista, Jefferson Peres (PDT-AM), há o veto do Planalto sobre a oposição. O nome anunciado há pouco foi o do senador Arlindo Porto, do PTB de Minas.Para derrotar Barbalho sem desagradar o governo, ACM terá de convencer a oposição a votar no petebista Arlindo Porto, feito que o senador José Eduardo Dutra (PT-SE) considera improvável, se não impossível. "Em via pavimentada pelo PFL, a oposição não transita", disse.

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