PFL aponta falhas na sindicância sobre caso Waldomiro

O líder do PFL no Senado, José Agripino (RN), apontou hoje, no plenário, falhas no trabalho da Comissão de Sindicância da Presidência da República, que investigou as atividades do ex-assessor Waldomiro Diniz no Palácio do Planalto. Segundo ele, entre os funcionários e autoridades que trabalham no Palácio do Planalto, não teriam sido interrogados pela Comissão de Sindicância os que exercem cargos de hierarquia "igual ou superior a que o senhor Waldomiro exercia". O líder citou, por exemplo, nomes de nove pessoas subordinadas ao ministro-chefe da Casa Civil, José Dirceu.O pefelista disse que não foram ouvidos ex-funcionários que atuaram na estrutura da Casa Civil em 2003, como por exemplo Marcelo Sereno (ex-chefe de Gabinete do ministro), Ricardo Zarattini Filho (hoje deputado federal e vinculado à Subchefia de Assuntos Parlament ares, onde trabalhava Waldomiro) e Marcelo Barbieri (assessor). O líder do PFL lembrou que o ex-deputado Barbieri teria se negado a prestar depoimento "alegando motivos de força maior".Agripino afirmou que dos 20 servidores chamados pela Comissão de Sindicância, 19 estavam hierarquicamente subordinados a Waldomiro. "Não foi ouvido, afora uma exceção (um ex-assessor da Subchefia para Assuntos Jurídicos), nenhum outro servidor em exercício no Palácio do Planalto ou no governo", afirmou o senador. Fora do Planalto, a Comissão não teria ouvido outras pessoas envolvidas no caso Waldomiro como o presidente da Caixa Econômica Federal, Jorge Mattoso, o vice-presidente de Logística da Caixa, Paulo Bretas, e Rogério Tadeu Buratti.Além disso, o líder do PFL disse que "só foram checadas as ligações de Waldomiro no sistema CTEL em que as secretárias da Subchefia de Assuntos Parlamentares registram os telefonemas. "Não foram verificadas as ligações feitas diretamente pelo senhor Waldomiro Diniz de sua sala no Palácio do Planalto nem de seu celular pertencente à própria Casa Civil", informou o líder. O pefelista afirma que a comissão não tive acesso às pautas de ligações ainda não registradas no sistema CTEL nem às agendas de 2003 e 2004 do ex assessor do Planalto, porque, segundo ele, foram levadas da Casa Civil por seu advogado, entregues pela sua Chefe de Gabinete, Ana Cristina Moraes Sena. ?Não fizeram qualquer busca em relação a esta documentação", critica.

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