PF vai retirar garimpeiros de reserva indígena

A Polícia Federal deve iniciar neste final de semana, a operação de retirada dos cerca de dois mil garimpeiros que estão na reserva Roosevelt, dos índios cinta-largas, em Cacoal (RO). A PF está reunindo agentes de diversos locais do País, que começaram a chegar ontem ao Estado, mas já começou a bloquear o acesso ao garimpo de diamantes, recém-descoberto na área indígena. A estratégia da Polícia Federal é evitar que alimentos cheguem aos garimpeiros, mas o maior problema é que eles estão contando com a conivência dos índios que estão recebendo dinheiro pela exploração ilegal dos diamantes. A ordem dada aos agentes é para que se faça a retirada pacífica dos garimpeiros, mas poderão usar de força se houver necessidade. O clima em Cacoal e Espigão D, as duas cidades mais próximas do garimpo é de tensão por causa da chegada da Polícia Federal e fiscais do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Fundação Nacional do Índio (Funai) e Departamento Nacional de Pesquisas Minerais (DNPM). Ao todo, calcula-se que pelo menos 200 funcionários dos orgãos envolvidos e da PF entrem nas próximas horas na área. O garimpo dentro da reserva Roosevelt foi descoberto no final do ano, mas a ocupação mais efetiva aconteceu nos últimos dias de janeiro, quando os índios cinta-largas concordaram com a exploração. Informações ainda não confirmadas pela PF asseguram que cada garimpeiro pagou em torno de R$ 10 mil para poder extrair diamantes. Num sobrevôo realizado na área do garimpo, foi constatada a presença de pessoas próximas a igarapés, que já devem estar totalmente poluídos com mercúrio, substância usada também na garimpagem de diamantes. Além disso, os índios deixaram entrar cerca de 150 máquinas para uso dos garimpeiros. Segundo a PF em Rondônia, dois helicópteros serão usados na operação, além de agentes do Comando de Operações Táticas (COT), uma força de elite.

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