PF vai ouvir jornalistas no caso do grampo na Bahia

Se o destino do senador Antônio Carlos Magalhães (PFL-BA)ainda não está praticamente definido no Senado, esta semana serádecisiva na esfera policial. O delegado federal Gesival Gomes dos Santos vai ouvir na quarta-feira, os jornalistas Luiz Cláudio Cunha e Weiller Diniz, na revista ?IstoÉ?, que acusaram ACM de ser o mandante dos grampos clandestinos feitos pela Secretaria de Segurança Pública daBahia, em torno de políticos e do casal de advogados Plácido Faria eAdriana Barreto, ex-namorada do senador. Com o depoimento dos repórteres, Gomes poderá ter elementos para indiciar ACM como mandante.Se os dois jornalistas confirmarem na PF o depoimento que deram no Senado, a situação de ACM irá se complicar, já que serão pelo menos sete pessoas acusando o senador, que poderá ser indiciado por crime de mando, pelo fato de ser o principal suspeito de ser o mandante da escuta clandestina. Além disso, também poderá se enquadrado por ter utilizado as gravações ilegais. ACM deverá ser convidado a depor a partir do dia 15 de maio, em lugar, dia e hora que determinar, pelo fato de ter foro privilegiado.Gomes ainda espera a primeira prova concreta dos grampos clandestinos, que seria uma única fita onde existem diálogos de adversários políticos do senador, como os deputados Geddel Vieira Lima (PMDB-BA) e Nelson Peregrino (PT-BA) e do ex-deputado Benito Gama. A gravação estaria em poder de um outro jornalista, que a teria recebido do próprio ACM. O delegado vai pedir mais 30 dias para concluir o inquérito, que ocorrerá só no início de junho.Até agora, com exceção do casal de advogados e dos políticosgrampeados pela polícia baiana, nenhuma outra pessoa ouvida pelaPolícia Federal citou o nome de ACM como possível mandante da escuta clandestina. No depoimento dado ao Ministério Público Federal na Bahia, a ex-secretária de Segurança Pública do Estado, Kátia Alves, negou qualquer envolvimento com os grampos, apesar de eles terem sido realizados em sua gestão.Kátia era considerada uma das testemunhas importantes dentro doinquérito pelo fato de ser ligada ao senador, de quem recebeu aindicação para tornar-se secretária, após desvendar um assalto aoapartamento de ACM. Ela ainda deverá ser ouvida na PF e indiciada, já que há suspeita de que Kátia sabia de todas as gravações, feitas por seus assessores diretos, o delegado Valdir Barbosa e o técnico em informática, Alan Souza de farias.Veja o índice de notícias sobre o grampo na Bahia

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