PF vai investigar sete empresas por ligação com sanguessugas

A Polícia Federal vai investigar pelo menos outras sete empresas que teriam envolvimento em esquemas de emendas parlamentares e liberação de verbas do Ministério da Saúde para aquisição de ambulâncias e equipamentos hospitalares.A base da apuração é o depoimento que o empresário Luiz Antonio Vedoin, dono da Planan, prestou nesta quinta-feira, 03, à CPI das Sanguessugas. Ele disse que as empresas fazem reserva de mercado por região. Citou três delas nominalmente - KM, Delta e Leal Máquinas - e atribuiu a elas atuação dentro do governo federal, nos moldes da sua Planan.A PF vai levantar dados sobre a composição de todas as empresas e verificar se elas realmente participaram de operações com recursos do Tesouro federal. A investigação inclui um mapeamento de emendas parlamentares das quais as empresas citadas podem ter se beneficiado.Segundo Vedoin, existe um "acordo de mercado entre as empresas" e elas também teriam negociado emendas com deputados e senadores. Mas ressaltou que "não sabe" se elas pagaram comissões. "Assim como a Planan, essas outras empresas podem ter tido grandes negócios com parlamentares", assinalou o empresário, de acordo com a CPI."Por enquanto só pegaram a Planan e os filhotes, mas agora estamos vendo que outras empresas operaram em outros Estados e isso pode ter sido objeto de acordos com outros deputados que não estão na lista dos 90", destacou um integrante da CPI que participou do interrogatório de Vedoin.Vedoin informou que as empresas dominam os mercados do Rio, Paraná, Rio Grande do Sul e Minas. "O depoimento dele (Vedoin) é bastante firme, ela fala com convicção e apresenta evidências e dados importantes", declarou o deputado Carlos Sampaio (PSDB-SP), sub-relator da CPI. "Ela é o chefe do esquema de corrupção, ele coordenava tudo. Afirmou que era obrigado a pagar comissão para receber ou fazer seus negócios." Sampaio informou que vai solicitar à PF que investigue todas as empresas.

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